TUDO ACEITA E NADA MERECE

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2010

É tempo de te dizer que desejo que a maioria das tuas boas expectativas e esperanças para o novo ano de 2010 se concretizem

Zé Costa

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Natal 2009, rescaldo ...

A Alegria da Criançada ...



Clique na imagem para a aumentar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Até o Menino Jesus...

Deus me perdoe, sou o último a querer apoucar o Seu Amado Filho.

Até a merda de uma imagem (por acaso de um Menino Jesus gordinho, rosadinho e muito Europeu do norte) estampada num pano encarniçado, que pulula pelas janelas de Lisboa, é fabricada em Espanha.

Realmente nem valerá a pena o último apagar a luz. O mais certo é já estar cortada.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Festas 2009





Desejo a todos um optimo Natal ...

... E o proximo 2010 repleto de felicidade.

Um Abraço


Zé Costa

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Até uma pecinha...

Uma pessoa das minhas relações está com um grave problema. Há cerca de dois anos comprou um par de óculos. Escolheu uns daqueles em que a ligação entre as hastes e as lentes é feita por uma espécie de encaixe, em vez dos vulgares mini-parafusos. Um desses encaixes partiu-se e agora está sem óculos, uma vez que essa pequena peça tem que vir - pasme-se - da Dinamarca.

É evidente que a culpa, uma vez que não perguntou de onde vinham os óculos, é dessa pessoa.

O que é triste é perceber que, nesta merda de país, desde um botão até uma carruagem de combóio, passando por laranjas e bananas, tudo vem do estrangeiro.

Eu sei que fazemos montes de merdas para a NASA, para o Windows Mobile e para os GPS's que por aí andam, o que deixará - certamente - os dinamarqueses roídos de inveja.

Pessoalmente preferia que não fizessemos nada dessas porcarias e fossemos capazes de assegurar as milhentas coisas que consumimos no nosso dia-a-dia.

Dessa maneira seriamos um país rico. Assim restam-nos os hipermercados e a cáfila (as cáfilas) que nos governam.

Casamento

A lei, para o casamento entre pessoas do mesmo sexo, já foi aprovada!.


Trate-se agora da lei do divorcio, para que o pessoal em causa, não fique refem do sistema.



Touro Vermelho

A corrida de aviões vai deixar o Porto porque o Douro tem limitações que não se coadunam com a evolução da prova. Foi isto que eu li, com estes dois que o crematório há-de incinerar.

Pobre Londres e pobre Tamisa. Vão perder a corrida provavelmente porque o rio é apertadito e aquela zona tem nevoeiro com'ó caraças.

Lamento mas como não faço parte dos tipos que fazem broches a Pais Natais enquanto me acariciam o cabelo, preciso de uma explicação mais convincente.

Já agora, o Costa e o Isaltino fazem um rico par. Diz-me com quem andas...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Passou-se ...



O palhaço

00h30m


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.


O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.


Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.


O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.


E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.



Ou nós, ou o palhaço.


(C) Mário Crespo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

1964

Lá vamos, cantando e rindo
Levados, levados, sim
Pela voz de som tremendo
Das tubas, clamor sem fim.
Lá vamos, que o sonho é lindo!
Torres e torres erguendo.
Rasgões, clareiras, abrindo!
Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça
Doira o céu de Portugal!
Querer! Querer! E lá vamos!
Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa.

Baterias...

Fui um dos muitos otários que se entusiasmou, em alguns casos até às lágrimas, com os grandes projectos, ditos exportadores, com que os diversos governos nos encheram a cabeça: Bombardier, Auto Europa, Qimonda, etc… etc…
A triste experiência demonstrou à saciedade que todos, mais ou menos, não passaram de flops, uns já concretizados, outros sob a permanência de uma constante espada de Democles.
O modelo seguido e que se pode traduzir, basicamente, nas mesmas linhas-força, assentou nos vectores do enfeudamento a uma marca estrangeira, produção de peças ou componentes específicos, que apenas servem em determinados modelos dessa mesma marca, forte percentagem, quando não a totalidade, das matérias-primas importadas de um mesmo fornecedor pré-determinado, esmagadoramente pertencente ao mesmo grupo, grandes incentivos fiscais, durante um ror de anos, facilidades na instalação, com oferta de terrenos, isenções várias, e, finalmente, com o financiamento, em muitos casos a 100%, dos bancos nacionais, avales do estado, etc… etc…
Após a constatação do falhanço deste modelo, muito típico de sociedades desiguais, quase com laivos de colonialismo, pelo menos económico, foi, com surpresa, que assisti ao panegírico anúncio da célebre fábrica de baterias da Renault / Nissan.
Quer dizer: Investir (sim porque, não tenhamos dúvidas, acabamos sempre por lerpar o taco que é metido nestas coisas) 200 milhões de euros para criar 200 postos de trabalho, repetindo o esquema que só tem dado merda, só pode vir de políticos, na melhor das hipóteses, estúpidos.
Se, como para aí se diz, somos tão bons em tanta merda, porque não investir no desenvolvimento de baterias multi-marca, que possam efectivamente ser uma mais valia para o nosso país? Universidades, massa cinzenta e vontade temos que chegue, empresas também. Apenas como exemplo deste tema, temos a Autosil, empresa com quase 85 anos de actividade no sector. Senhores governantes, deixem de continuamente continuar a enrabar o pobre contribuinte e tenham ideias; coloquem o nosso rico dinheirinho em projectos que valham a pena. Ao menos aprendam com os outros países que protegem o que é seu.
Isto tudo também vem a propósito de outra grande doença da nossa sociedade: A balança comercial com o estrangeiro, cada vez mais deficitária.
Promova-se a nossa indústria em tudo o que possa ser consumido internamente. Agora, como não há barreiras alfandegárias, tudo tem de ser feito com mais inteligência e habilidade. Mais uma vez não nos faltam as Universidades e as empresas que podem ser alavancas e fautoras de progresso.
Quem entra num hipermercado e tenha algum espírito patriótico só pode apanhar uma valente crise de nervos: computadores, electrodomésticos, artigos de menage, fruta, peixe, já para não falar em artigos muito mais comezinhos, como mochilas escolares, lápis, canetas, artigos de desporto, produtos de higiene, cosmética, simples pastas de dentes, chocolates, etc… etc… (a lista não tem fim) são praticamente todos importados.
C’os diabos, é assim tão complicado conceber e produzir uma televisão, uma pasta de dentes, uma mochila?
Como já escrevi não se trata de caças-bombardeiros ou de foguetões lunares; são coisas do dia-a-dia que, bem produzidas, bem promovidas e bem subsidiadas (neste caso com habilidade, como fazem os outros) podiam muito bem concorrer eficazmente com a importação sistemática de tudo e mais alguma coisa. Isso sim, aumentaria o emprego, a riqueza e, uma vez bem consolidada internamente, poderia então ser exportada. Exportada mas com valor realmente acrescentado. Vão à Bélgica, Holanda, Áustria, Suiça (só para falar de países com a nossa dimensão) e vejam se lá existe este regabofe.
Foda-se, como contribuinte, estou FARTO de ser encavado. JÁ HEGA!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Comprar português?

Todos os anos, por esta altura, sou assaltado por uma perplexidade que roça o inconcebível.

Normalmente, ao pretender premiar, com uma lembrança, as pessoas que pacientemente gravitam à volta da minha filha mais pequena (entre auxiliares, professoras de natação, ballet, hip-hop, etc... etc... são cerca de quinze pessoas), opto pela velha fórmula dos chocolates. Sendo a quase totalidade mulheres, são prendas que ficam mais ou menos bem.

Aqui chegado procuro privilegiar os produtos nacionais. Ora, para meu espanto, descubro que só temos uma fábrica, a Imperial, e a marca Regina. Depois - qualquer um pode comprovar - o mesmo tipo de chocolate, com embalagem parecida, custa cerca de cinco euros (Regina) e em alguns casos menos de metade para a miríade de marcas (francesas, suiças, espanholas, belgas, alemãs) que pululam no nosso comércio.

Quer dizer: quinze vezes cinco euros são setenta e cinco mocas; quinze vezes dois euros e meio são trinta e sete mocas e meia.

Porquê? Se os nossos operários ganham menos, se as distâncias a percorrer, em termos de logística, são muito inferiores, se a procura é grande (caso contrário não haveria tantas marcas estrangeiras), como é que se explica esta discrepância?

E atenção. Um chocolate não é um carro, nem um sofisticado aparelho de controlo médico. É aparentemente algo que deve ter um tipo de produção relativamente pouco complexa. Nem a concorrência vem da China ou do Vietname.

Isto está mesmo uma bela merda!

Porreiro pá!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Face oculta 6

José Sócrates também trocou de telemóvel no mesmo dia em que Armando Vara e outros arguidos do processo ‘Face Oculta’ mudaram de aparelho. Entretanto, confirmando a notícia da última edição do SOL, o DIAP de Coimbra abriu inquérito a esta estranha coincidência de trocas de telemóvel





Noticia completa aqui:





http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=155939&dossier=Caso%20Face%20Oculta



O Vara disse! o meu telemovel?, deixei-o no Banco.

Portugal vale a pena ...

«Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.

Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.

Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados.

E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.

Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.

E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.

Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).

Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar.

E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.

Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.

Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência.

Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.

Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial.

Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.

E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia.

Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis.

E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.



O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.

Mas é verdade.

Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e AmorimTurismo.


E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).

É este o País em que também vivemos.

É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.

Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.

Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito.

De nos orgulharmos disso.

De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha.

E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?»

[Revista Exportar via SIAP 2009]

Por: Nicolau Santos

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Face oculta 5


Vara, vai pagar uma caução de 25 mil Euros, e fica proibido de contactar com os Robalos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Face oculta 4


O auto-suspenso vice-presidente do Millennium/BCP e arguido no processo Face Oculta Armando Vara deverá conhecer hoje à tarde as eventuais medidas de coacção a aplicar pelo juiz de instrução criminal da comarca do Baixo Vouga, Aveiro.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

1 de Dezembro (II)

Os nossos governantes estão entretidos na cimeira (e vão milhões); o Costa esteve entretido num grandioso evento musical, para o qual encheu a cidade de cartazes (e vão milhões, afinal parece que a CML nada em dinheiro) ; terminado isto vão todos para as bolhas de plástico comemorar o chamado tratado de Lisboa (e vão mais milhões).
O zé povinho, pelo que tenho visto, entretido com a maior taxa de desemprego da zona euro, cagou nesta merda toda e, ao menos, não anda a fazer de parvo a acenar com bandeirinhas de papel. É justo. Vão-nos à bolha (não há nada a fazer) mas ficamos muito quietinhos para eles não pensarem que estamos a ter prazer.

1 de Dezembro

Portugueses celebremos
O dia da Redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.

A Fé dos Campos de Ourique
Coragem deu e valor
Aos famosos de Quarenta
Que lutaram com ardor.

P'rá frente! P'rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.

Avante! Avante!
É voz que soará triunfal
Vá avante mocidade de Portugal!
Vá avante mocidade de Portugal!

Diz o grilo falante:
É pá para que é que estás a cantar isso se hoje eles é que dominam o rectângulo?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

E esta heim?

Após ler esta notícia só posso concluir: Há gajos que não têm mesmo nada para fazer. O Sporting, infelizmente - lagarto dixit - já está na merda. Diz-se que, quando se está na merda, até os cães nos mijam em cima. Com a devida correcção podemos dizer, até a paneleirada nos fode a cabaça.
Já hhhega.

Face oculta 3

'Olha o Robalinho'

Fotografando um Robalo para a posteridade.
«Nunca recebi presentes do senhor Manuel Godinho, a não ser uma caixa de robalos e um equipamento desportivo para o meu filho», revelou Armando Vara aos jornalistas, à saída do Juízo de Instrução Criminal, no final do interrogatório do processo «Face Oculta».

domingo, 29 de novembro de 2009

Estou varado...

Parece, pelo que li no Sol, que grande parte dos senhores da discoteca "Face Oculta" trocou os provavelmente sofisticados telemóveis por uns pré-pagos, certamente por algum soprozito providencial. A coisa descobriu-se porque o bibi deste processo foi otário e não fez a coisa como deve ser. Ora Vara, nas suas fartas declarações, no seu claro e bem ensaiado discurso (humm... ), declarou que só falou com Godinho de assuntos "profissionais", relacionados com a tentativa de "arrebanhar" um antigo cliente CGD para o BCP. Será que os altos quadros desse banco falam de assuntos profissionais, a alto nível, com grandes clientes, usando pré-pagos? Ou a notícia não esclarece, ou eu, no meu fraco entender, não percebi, ou a coisa cheira mesmo a esturro.
A propósito dos robalos, como diria uma peixeira do mercado junto à minha casa: Chapuuuuta liiiinda...

sábado, 28 de novembro de 2009

Exmos senhores

Exmo Sr. Primeiro-Ministro e excelentíssimos ministros.

Todos sabemos que vossas excelências herdaram uma situação complicada do governo anterior. Por acaso o governo anterior tinha o mesmo Primeiro-Ministro, muitos dos actuais ministros e o apoio do mesmo partido. Mas isso para o caso não interessa. Ao fim e ao cabo foram surpreendidos pela dura realidade. Até às eleições era tudo um mar de rosas, a crise estava no fim e tudo estava sob controlo. Éramos até os melhores da Europa a responder à crise. Depois dos papelinhos na urna tudo ruiu; a crise aí está, está tudo falido e vossas excelências - acredito - já devem estar naquela de não saberem o que fazer, salvo a velha receita de aumentar impostos. No entanto essa galinha já está tão fraquinha que daquele cú já não saem nem ovos de ouro, nem sequer dos normais, apenas merda.

Sabem... estas coligações negativas vão repetir-se. Vai ser uma chatice, uma perda de tempo, discursos abespinhados, talvez até apoplexias. Vá lá... façam um favor ao País (e também à vossa própria saúde): demitam-se. Tenho a certeza que o Presidente da República conseguirá arranjar uma vintena de cidadãos e cidadãs, com independência, amor à pátria e competência técnica e política para governarem esta coisa.

Aqui a Escória (pela voz do confrade Olissipo) já tem dois nomes: Guilherme de Oliveira Martins e Medina Carreira.

A coisa é urgente.

Face oculta 2


Podes descer a avenida da Liberdade gritando “Sócrates mentiroso”!

Podes dizer, escrever e publicar que Cavaco é como o eucalipto – seca tudo à sua volta.

Podes dizer que Alberto João Jardim é um bronco, que os deputados são uns calões, que os ministros são incompetentes.

Mas cuidado com o que dizes dos juízes!

Eles fazem parte do único órgão de soberania que não é eleito, mas não podem ser criticados, pressionados, postos em causa.

Ontem , o inefável presidente da Associação Sindical dos juízes, António Martins, disse coisas engraçadíssimas, na Sic.

Disse, por exemplo, que não estava de acordo que um advogado pudesse defender um arguido do caso Face Oculta e, ao mesmo tempo, fazer parte do Conselho de Magistratura, que avalia os juízes.

O entrevistador chamou-lhe a atenção para o facto de estar a pôr em causa a honorabilidade do referido advogado, ao que ele respondeu que não era bem isso mas que poderia haver conflitos de interesses e tal e coisa. Em resumo: a ocasião faz o ladrão – ao fazer parte do Conselho de Magistratura, o advogado poderia sentir-se tentado a avaliar por baixo um juiz que o tivesse lixado num processo qualquer.

A associação sindical dos juízes pediu, ainda, a demissão do ministro Vieira da Silva por achar inaceitável que ele tenha dito que havia espionagem política no caso Face Oculta.

Por outras palavras: um gajo que eu mal sei quem é, que não foi sufragado pelos eleitores, pede a demissão de um ministro de um Governo que acabou de ganhar as eleições, com 38% dos votos.

Vão dar banho ao cão!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Não há direito...

Pobre governo. Imaginem que a oposição chumbou o aumento encapotado de impostos que aí vinha. O "nosso" Sócrates não cabe em si de indignado.

Ao fim e ao cabo não nos esqueçamos que o injustiçado primeiro-ministro e o seu governo pouco mais de um mês têm e além disso - muito importante - herdaram uma situação dramática do governo anterior.

Face oculta

Processo Face oculta



Afinal além da quebra do segredo de justiça, parece que há outras ...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O que é que queriam?

Em diversos posts, publicados antes das eleições de Setembro e Outubro, terminei quase sempre com a frase: depois não se queixem.

Quer dizer, as pessoas têm na ponta da caneta meios para, com o seu voto, manterem ou alterarem a composição dos orgãos que nos governam. É até, na opinião de alguns, a única coisa que nos resta, em termos de democracia. Com efeito, pelo menos por enquanto, ninguém nos impede de votar em quem nos der na real gana. O sistema eleitoral também nos assegura que, no início da votação, as urnas estão vazias e que o nosso voto não é substituído por outro. Além disso até podemos declarar que votamos em "A" e, na realidade, o nosso voto ir direitinho para "B".

Apesar disso tudo há uns bacanos que, votando alegremente num determinado partido, conhecendo a sua prática de governo, as aldrabices que apregoa, vêm, dois meses depois das eleições, com "isto" e "aquilo", "frito" e "cozido", que foram enganados na campanha eleitoral, etc... etc...

Com franqueza: Por isso é que se vêem imensas pessoas, de joelhos, em pleno "felatio", a indivíduos vestidos de Pai Natal, que lhes acariciam suavemente as cabeleiras.

Espero bem que muita desta malta que votou PS, sabendo que o Sócrates, o Costa, o Vara, etc... etc... são farinha do mesmo saco, não venham agora entupir a cidade com manifestações, greves e outras merdas, que só têm como efeito prático infernizar a vida dos massacrados lisboetas.

Colocaram-se de joelhos, de rabo para o ar e com as cuecas em baixo? Agora levem com "ele" e sorriam...

E, já agora, vejam se aprendem.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
Mas ricos sem riqueza.
Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.
Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.
Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)


(C) MIA COUTO

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

IKEA ...

IKEA - Ricardo Araújo no seu melhor!!!


Destaque: Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos.
O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja.

Diz-se«Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que medeixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».

As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos.


Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade.

Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada.
O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.

É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que émelhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.

Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece-me um bocadinho.

Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno. Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro. E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A cabeça do Polvo

O sistema judicial português enfrenta o imenso desafio de não deixar que o Face Oculta se torne numa segunda Casa Pia. Até aqui o processo tem tido um avanço modelar. Não houve interferências políticas. Lopes da Mota não veio de Bruxelas discutir com os seus pares metodologias de arquivamento e, no que foi uma excelente janela de oportunidade de afirmação de independência, não havia sequer Ministro da Justiça na altura em que o País soube da enormidade do que se estava a passar no mundo da sucata. Mas há ainda um perturbante sinal de identidade com a Casa Pia. É que o único detido, até aqui, é o equivalente ao Bibi e Manuel Godinho, o sucateiro, no mundo da alta finança política não pode ser muito mais do que Carlos Silvino foi no mundo da pedofilia. Ambos serviram amos exigentes, impiedosos e conhecedores que tentaram, e tentam, manter a face oculta. É preciso ter em mente que as empresas públicas são organizações complexas. Foram concebidas para ser complicadas. Com os tempos foram-se tornando cada vez mais sinuosas. Nas EPs, as tecnoestruturas, que Kenneth Galbraith identificou e descreveu como o cancro das grandes organizações, ocupam tudo e têm-se multiplicado, imunes a qualquer conceito de racionalidade democrática, num universo onde não conta o bom senso ou a lógica de produtividade. Parecem ter um único fim: servirem-se a si próprias. Realmente já não são fiscalizáveis. Nas zonas onde era possível algum controlo foram-se inventando compartimentos labirínticos para o neutralizar, com centros de custos onde se lançam verbas no pretexto teórico de elaborar contabilidades analíticas, mas cujo efeito prático é tornar impenetráveis os circuitos por onde se esvai o dinheiro público. Há sempre mais um campo a preencher em formulários reinventados constantemente onde as rubricas de gente que de facto é inimputável são necessárias para manter os monstros a funcionar. Sem controlo eficaz, nas empresas públicas é possível roubar tudo. Uma resma de papel A4, uma caneta BIC, um milhão de Euros, uma auto-estrada ou uma ponte. Tudo isto já foi feito. Por isso mais de metade do produto do trabalho dos portugueses está a fugir por esse mundo soturno que muito poucos dominam. Por causa disso, grande parte do património nacional é já propriedade dos conglomerados político-financeiros que hoje controlam o País. Por tudo isto é inconcebível que Manuel Godinho tenha sido o cérebro do polvo que durante anos esteve infiltrado nas maiores empresas do Estado. Ele nunca teria conhecimentos técnicos para o conseguir ser. Houve quem o mandasse fazer o que fez. Godinho saberá subornar com de sacos de cimento um Guarda-republicano corrupto ou disfarçar com lixo fedorento resíduos ferrosos roubados (pags 8241 e 8244 do despacho judicial). Saberá roubar fio de cobre e carris de caminho de ferro. Mas Godinho não é mais do que um executor empenhado e bem pago de uma quadrilha de altos executivos, conhecedores do sistema e das suas vulnerabilidades, que mandou nele. É preciso ir aos responsáveis pelas empresas públicas e aos ministérios que as tutelam. Nas finanças públicas, Manuel Godinho não é mais do que um Carlos Silvino da sucata. Se se deixar instalar a ideia de que ele é o centro de toda a culpa e que morto este bicho está morta esta peçonha, as faces continuarão ocultas. E a verdade também.

(C) Mário Crespo (2009)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Evolução

O "Il cavalieri" apresenta-se aos nossos olhos como paradigma do político corrupto, que tudo faz para se manter no poder, ultrapassando todas as leis e todos os processos, ancorado numa rede de peões colocados pacientemente nos pontos estratégicos do poder político, económico e empresarial italiano.

Entre nós há alguém que já foi, em tempos, devido à sua presença, retórica, modernismo e espírito reformador, considerado o "Blair português". A personagem evoluiu, até porque o Tony já "deu" e agora já estaremos em condições de o apodar, com toda a propriedade, diga-se, o Berlusconi português.

E, atenção, os moralistas estejam descansados: Não é por passar o tempo em orgias com gajas.

Ui...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

R. I. P.


Robert Enke, Guarda redes do S. L. Benfica de 1999 a 2002

S. Martinho


Bom Apetite ...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cidadania Avançada




Diferenças



00h30m



Assistir ao duríssimo questionamento da comissão de inquérito senatorial nos Estados Unidos para a nomeação da juíza Sónia Sottomayor para o Supremo Tribunal é ver um magnífico exercício de cidadania avançada. Não temos em Portugal nada que se lhe compare. Se os nossos parlamentares tivessem a independência dos congressistas americanos, Cavaco Silva nunca teria sido presidente, Sócrates primeiro-ministro, Dias Loureiro Conselheiro de Estado, Lopes da Mota representante de Portugal ou Alberto Costa ministro da Justiça. O impiedoso exame de comportamentos, curricula e carácter teria posto um fim às respectivas carreiras públicas antes delas poderem causar danos.Se a Assembleia da República tivesse a força política do Senado, os negócios do cidadão Aníbal Cavaco Silva e família, com as acções do grupo do BPN, por legais que fossem, levantariam questões éticas que impediriam o exercício de um cargo público. Se o Parlamento em Portugal tivesse a vitalidade democrática da Câmara dos Representantes, o acidentado percurso universitário de José Sócrates teria feito abortar a carreira política. Não por insuficiência de qualificação académica, que essa é irrelevante, mas pelo facilitismo de actuação, esse sim, definidor de carácter.
Do mesmo modo, uma Comissão de Negócios Estrangeiros no Senado nunca aprovaria Lopes da Mota para um cargo em que representasse todo o país num órgão estrangeiro, por causa das reservas que se levantaram com o seu comportamento em Felgueiras, que denotou a falta de entendimento do procurador do que é político e do que é justiça. Também por isto, numa audição da Comissão Judicial do Senado, Alberto Costa, com os seus antecedentes em Macau no caso Emaudio, nunca teria conseguido ser ministro da Justiça, por pura e simplesmente não inspirar confiança ao Estado.Assim, se houvesse um Congresso como nos Estados Unidos, com o seu papel fiscalizador da vida pública, por muito forte que fosse a cumplicidade dos afectos entre Dias Loureiro e Cavaco Silva, o executivo da Sociedade Lusa de Negócios nunca teria sido conselheiro presidencial, porque o presidente teria tido medo das cargas que uma tal nomeação inevitavelmente acarretaria num sistema político mais transparente. Mas nem Cavaco teve medo, nem Sócrates se inibiu de ir buscar diplomas a uma universidade que, se não tivesse sido fechada, provavelmente já lhe teria dado um doutoramento, nem Dias Loureiro contou tudo o que sabia aos parlamentares, nem Lopes da Mota achou mal tentar forçar o sistema judicial a proteger o camarada primeiro-ministro, nem Alberto Costa se sentiu impedido de ser o administrador da justiça nacional em nome do Estado lá porque tinha sido considerado culpado de pressionar um juiz em Macau num caso de promiscuidade política e financeira. Nenhum destes actores do nosso quotidiano tinha passado nas audições para o casting de papéis relevantes na vida pública nos Estados Unidos. Aqui nem se franziram sobrolhos nem houve interrogações. Não houve ninguém para fazer perguntas a tempo e, pior ainda, não houve sequer medo ou pudor que elas pudessem ser feitas. É que essa cidadania avançada que regula a democracia americana ainda não chegou cá.

Vai acabar mal !!
Mas ... enquanto não lhe cortarem a voz, que diga as verdades.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

Frase da Semana

Não esmoreças nem desistas Trabalha duro! Milhares de pessoas que vivem do Rendimento Mínimo, sem trabalhar, dependem de ti!

sábado, 17 de outubro de 2009

Só para maiores de 18 Anos.

A polícia canadiana descobriu quase mil fotografias e 33 vídeos de pornografia infantil num computador portátil de um bispo católico, que foi detido em Setembro por agentes fronteiriços quando regressava ao Canadá após uma viagem ao estrangeiro, foi hoje noticiado.


A televisão pública canadiana CBC citou documentos apresentados pela polícia em tribunal, segundo os quais as imagens na posse do bispo Raymond Lahey, que exercia na diocese de Antigonish, são de rapazes em actos sexuais.


Os mesmos documentos referem que o prelado alegou, a 15 de Setembro, quando foi detido no Aeroporto Internacional de Otava no regresso de uma viagem a Londres, Reino Unido, que utilizava a Internet para manter conversas sexuais apenas com maiores de idade e que nunca tinha tido interesse em menores de 18 anos.


O bispo, que agora se encontra em liberdade condicional depois de ter pago uma fiança, renunciou ao cargo a 26 de Setembro, um dia depois de as autoridades terem-no formalmente acusado de importação e posse de pornografia infantil.


Ao comunicar a sua renúncia aos fiéis, Raymond Lahey não os informou da sua detenção, limitando-se a dizer que necessitava de tempo para sua "renovação pessoal".

É pá, vai para o caralho.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Maitê ...


Para quem não sabe, esta foto foi tirada no jardim interior do Mosteiro dos Jeronimos em Lisboa.
Perto dos famosos Pasteis de Belém onde esta nossa 'Amiga' disse mais umas quantas calinadas.

Por sorte nem todos os Brasileiros, conseguem em tão pouco tempo mostrar tanta ignoracia, incompetencia e falta de respeito como esta senhora.




quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mérito e Sociedade

Numa altura em que os 2 grandes partidos já não me conseguiam convencer que são capazes de olhar mais além do assalto ao Orçamento de Estado e respectivos "jobs for tha boys" (fantástica frase), considerei minha responsabilidade enquanto cidadã olhar para para todas as alternativas partidárias, de forma séria, que é como quem diz, fui ler os programas eleitorais.

Dois partidos tinham programas que me chamaram à atenção: MEP e MMS, pelo facto de terem propostas concretas, minimamente realistas e nas quais eu me revia. Seriam alternativas viáveis de governo, hoje? Nenhum deles. Mas, segundo a avaliação dos seus programas, teriam muito a contribuir, em termos de propostas, no âmbito da assembleia da república. É importante não esquecer que a podridão da nossa política não se limita ao governo e ao partido do poder, deve-se também a todos aqueles à sua volta que consentem essa mesma podridão, na esperança de um dia beneficiar do mesmo sistema instalado.

Foi interessante ver o progresso de ambos os partidos entre as europeias e as legislativas. 

A "queda" do MEP (Movimento Esperança Portugal) pela ausência do factor Laurinda Alves foi acentuada nas legislativas. Mas fizeram uma campanha exemplar: coerente, sempre pela positiva, sempre com um enorme bom senso, sempre com uma atitude construtiva e propostas viáveis e realistas, de que Portugal com certeza beneficiaria.

O MMS teve um percurso bem mais curioso. Relançaram a campanha renovando o site, que ficou pior do que se fosse um simples blog, e onde nunca chegaram a colocar o programa eleitoral (neste momento, já existe um minusculo link no topo esquerdo do site, mas não leva a lado nenhum). Gostaria de vos convidar a contrapôr um documento chamado "soluções para portugal" (com as linhas de orientação que estiveram nas bases da criação do partido), com aquilo que conhecem da propaganda do partido. Infelizmente, nem sequer esse documento, en lieu de um programa eleitoral, se encontra online neste renovado site (também esse link não leva a lado nenhum).

E talvez ainda bem, porque os pontos em comum entre as propostas aprovadas antes das eleições e a propaganda que se lhes seguiu mal se vêem. A propaganda veio cheia de medidas polémicas e totalmente improvisadas na hora de fazer os cartazes, medidas como a castração química, o primeiro emprego garantido pelo estado ou o despejo de inquilinos em 72 horas. Todos nós as vimos na propaganda do MMS.

Descendo ao pormenor dos panfletos, seria de esperar uma abordagem mais aprofundada às principais propostas do partido - os circulos uninominais, concretização das propostas para a exploração da zona marítima portuguesa, a inclusão das actividades de responsabilidade social no ensino, entre outras. Pois tais medidas não passavam de uma linha no meio de tantas outras, com propostas sem qualquer tipo de seriedade, que eu caracterizaria, precisamente, como "panfletárias". As propostas para o sistema fiscal então, são uma loucura.

Ao longo de toda a campanha o MMS foi-se agarrando com unhas e dentes a tudo o que pudesse criar um bocadinho de polémica e, consequentemente, a fugaz atenção dos media. O pouco que conseguiu foi à custa de propaganda de propostas que não foram sequer discutidas, revistas e trabalhadas internamente. 

Excelente exemplo vindo de um partido que se chama "Mérito e Sociedade". 

Para terminar com a cereja em cima do bolo, o líder do MMS acusou o MEP de "maus hábitos característicos dos grandes partidos" por terem contraído uma dívida de 200.000 euros para campanha, com a qual agora têm de lidar (e com a qual os militantes têm sido solidários, na medida do possível). 

O que não lhes falta é moral para falar de maus hábitos característicos dos grandes partidos. Tanta é a ânsia por se evidenciarem, apontando defeitos nos outros que utilizam qualquer pretexto para o fazer. Pela minha parte, só acho é bem que o MEP tenha transparência no seu financiamento e que peça solidariedade a quem acredita no projecto político, ao contrário do "mau hábito" de não dar contas de onde vem o dinheiro nem para onde vai.

Na minha óptica, o MMS padece de muitos "maus hábitos característicos dos grandes partidos" que são bem mais graves, tais como: desorganização interna, ânsia de protagonismo à custa da incoerência, querer mexer em tudo sem aprofundar nada, falta de conhecimento técnico por área de intervenção (ou falta de capacidade para o aproveitar aquando da elaboração de propostas), etc... 

Concluindo, é curioso ver que o "Movimento Esperança Portugual" teve mais de "Mérito" e de "Sociedade" neste período eleitoral do que o próprio MMS.

Quanto ao MEP, já reiterou a sua vontade de se manter no activo, mesmo tendo em conta o empréstimo a que têm de fazer face. Infelizmente, os novos partidos não têm grandes alternativas de financiamento até atingirem os 50.000 votos mínimo para aceder ao financiamento, e nestas condições, nada mais lógico do que a contribuição de quem quer alternativa aos "do costume".

terça-feira, 13 de outubro de 2009

QIMONDA (II)

No dia 22 de Setembro escrevi esta mensagem:

"Aposto que o destino desta fábrica vai ser o mesmo da Bombardier: fechar.Mas só para a próxima semana. Durante esta, o mote é obviamente outro: De certeza que vai ser salva.
"

Hoje vem a primeira notícia: 590 trabalhadores para a rua.

Quantos destes 590, confortados pela promessa de viabilização, votaram Sócrates?

O maior cego é o que não quer ver.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

LISBOA - 2009 (II)

Um dia destes, pela manhã, quando me deslocava - a pé - na minha zona de residência, no intuito de alcançar o Metro que me levaria ao Marquês e ao autocarro 48 para, graças ao desvio do tráfego pelo túnel do Santana, me dirigir em poucos minutos às Amoreiras e, consequentemente, a Miraflores, cruzei-me com o inefável Zé (o embargador que não faz falta nenhuma), que se deslocava... evidentemente... de CARRO, (pudera, não havia câmaras de televisão).

Gritei-lhe, em voz alta: "Então hoje não vai(s) de transportes?". Ao aperceber-me do risinho cínico que obtive como resposta, não hesitei e, esticando o dedo "pai de todos", ao mesmo tempo que encolhia os adjacentes "fura-bolos" e "anelar" executei o gesto que - espero - os lisboetas façam a esta "gente" no próximo domingo.

Foda-se, vão gozar com o caralho.

LISBOA - 2009

Tinha um panfleto da candidatura do António Costa na minha caixa do correio.

No capítulo "O que a CML fez pela Freguesia do Campo Grande nestes dois anos":

1- Ciclovia do jardim do Campo Grande, rumo a Telheiras.

Primeira mentira: A ciclovia existe há quase 10 anos e não serve para nada. Com efeito num jardim onde não circulam automóveis e onde os ciclistas podem pedalar livremente por todas as áleas, gastar dinheiro numa coisa dessas só se for para dar "algum" a um empreiteiro amigo.

2- Arranjos nas laterais da Alameda da Universidade.

Segunda mentira: Esses arranjos só foram iniciados há cerca de 15 dias (em vésperas de eleições não vale) com medo da candidatura do Santana Lopes e quando se tornou claro que António Costa não tinha nada para apresentar, em termos de obra feita.

Já no capítulo das promessas são duas páginas completas.

Como é evidente nem perdi tempo a ler.

Reflexão Lisboa ...

Autarquicas 2009



Eu já consegui por as contas em dia ...
perguntem ao Carvalho da Silva
Pois ...




Esta foi uma oferta do Carmona ...
... E assim vai Lisboa.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Prémio Nobel da PAZ 2009



Barack Obama

Afinal sempre houve !!


'Escutas em Belém'

PS - Santa Luzia, Açores

Tudo em Família





legenda:
(da esq.ª para a drtª, de cima para baixo)

- o nº. 1 é pai do nº. 10
- o nº. 2 é marido da nº. 12
- a nº. 3 é mulher do 5 e nora dos nº.s 15 e 16
- o nº. 5 é marido da nº.3 e filho dos nº.s 15 e 16
- o nº. 8 é irmão do nº. 17

por isso,

- o nº. 10 é filho do nº. 1
- a nº. 12 é mulher do nº. 2
- a nº. 15 é sogra da nº. 3, mãe do nº. 5 e mulher do nº. 16
- o nº. 16 é sogro da nº. 3, pai do nº. 5 e marido da nº. 15
- o nº. 17 é irmão do nº. 8

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Algarve














Praia da Rocha ...
... Lembram-se?
Antes da época ALLGARVE

terça-feira, 6 de outubro de 2009

GRIPE A

GRIPE A

CUIDADOS SUPLEMENTARES




· Lave as mãos de 5 em 5 minutos, com água muito abundante;
· Depois de cada lavagem de mãos, ponhas as mãos nos bolsos durante 30 minutos;
· Lave o olho esquerdo às 10H e o olho direito às 12H;
· Não utilize o teclado do seu computador durante, pelo menos, 3 horas diárias. Lembre-se
que o trabalho não azeda e, além disso, temos de eliminar o terrível vírus;
· Se decidir trabalhar, use luvas anti-sépticas, mas ponha gel por dentro. Vai sentir aquela sensação agradável de “choca-choc” nas mãos;
· Abra a porta do elevador com os pés e carregue nos botões do elevador com a cabeça ou a ponta do nariz;
· O gel, se utilizado juntamente com chá de tília, funciona como shampoo anti-caspa. Aproveite e lave também o implante capilar;
· Deve desinfectar também o seu calçado. Use o mesmo gel, mas só por dentro dos sapatos;
· Aconselha-se a que ande descalço(a) no edifício. Só tem um inconveniente. Pode apanhar uma gripe;
· Antes de tomar café, desinfecte também o respectivo copo. Este vírus propaga-se bastante em ambientes escuros;
· As canetas e lapiseiras que utilizar devem ser guardadas no frigorífico no fim do seu dia de trabalho. Mas se não quiser que as mesmas estejam frias no dia seguinte, pode deixá-las num copo com água, duas aspirinas e açúcar;
· Muita atenção ao seu telefone. Nunca o use sem antes ter desinfectado a cara. Se alguém lhe telefonar, diga o seguinte: bom dia ou boa tarde, aguarde um momento por favor que vou desinfectar as bochechas;

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Em Campanha ...

Quem escreveu isto é um génio ANTES DA POSSE

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os parvos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com o clientelismo e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
DEPOIS DA POSSE Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA

O Atestado ...

O atestado médico por José Ricardo Costa

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância.

Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.

Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.

Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias.

A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.

O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente.

O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.

Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente. Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.

Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.

Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões.

O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.

Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.

Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.

Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.

Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo. Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico.

É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.

URGE MUDAR ESTE ESTADO DE COISAS. ESTÁ NA SUA MÃO, NA MINHA E DAQUELES A QUEM A MENSAGEM CHEGAR!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

HOJE ...

Às 20 horas ...



sexta-feira, 25 de setembro de 2009

27 de Setembro

"Os dados estão lançados".
Não acredito na estupidez dos portugueses; apesar de alguma asfixia, da tonelagem de propaganda ou do fim do jornal da tvi, vivemos numa democracia formal. Ninguém vai obrigar ninguém a votar em quem não quer. Daí estar na nossa mão, muito simplesmente, manter José Socrates no poder ou retirá-lo de lá. Agora atenção, não há desculpas. Grande parte dos que participaram nos protestos destes últimos 4 anos tinham dado o seu voto à actual maioria. Assim, caso José Socrates vença, é porque professores, funcionários públicos, juízes... etc... etc..., a lista não tem fim, voltaram a dar-lhe o seu voto.
Caso isso aconteça, da próxima vez que a minha cidade de Lisboa, ficar entupida com MegaManifs, disto ou daquilo, só poderei parar o carro e dizer-lhes: vão trabalhar malandros.

Legislativas











É só escolher!!












terça-feira, 22 de setembro de 2009

Qimonda

Aposto que o destino desta fábrica vai ser o mesmo da Bombardier: fechar.
Mas só para a próxima semana. Durante esta, o mote é obviamente outro: De certeza que vai ser salva.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PPR's

O Francisco Loulã é contra os benefícios fiscais que favorecem os PPR's. Nessa base, não é contraditório que ele tenha subscrito produtos dessa natureza. Vejamos, o benefício fiscal subjacente ao PPR não é, nem obrigatório, nem automático. Será curioso saber se o dito Francisco Louçã declarou as entregas anuais no seu IRS, acto necessário para a obtenção do respectivo benefício. Se não o fez então é coerente e só poderá ter o nosso vibrante "chapeau"; se o fez então... puta que o pariu! e vá pregar moral "pró" caralho.

sábado, 19 de setembro de 2009

Yes ...


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Al-Zaidi, foi libertado ...

O único homem no mundo que teve a coragem de atacar George Bush, atirando-lhe com um par de sapatos à cara, foi libertado.

Condenado a 9 meses de prisão, o jornalista al-Zaidi revelou que foi torturado na prisão: simulação de afogamento, choques eléctricos e chicotadas foram alguns dos mimos com que foi presenteado.

Foi para aprender a ter mais pontaria!

Agora, já prometeu que vai treinar intensamente e, da próxima vez que atirar com sapatos à cara de um chefe de Estado, não falhará!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Poesia

A poesia de Rui Barbosa (poeta brasileiro), apresentada a seguir, poderia ter sido escrita hoje, sem mudar uma palavra.
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SINTO VERGONHA DE MIM Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
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Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-Mater da sociedade, a demasiada preocupação com o 'eu' feliz a qualquer custo, buscando a tal 'felicidade' em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
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Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos 'floreios' para justificar actos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre 'contestar',voltar atrá se mudar o futuro.
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Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...
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Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.
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Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
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Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo deste mundo!
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'De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus ,o homem chega a desanimar da virtude, A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto'.
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Rui Barbosa

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Benfica ...


Maxi, recebe passe de Aimar e .... Fora de jogo assinalado pelo Arbitro assistente.
Prontamente visto pela linha que atravessa o campo. (linha virtual).
Não parece que a linha esteja lá muito bem marcada, ou então a grande area é irregular.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Instruções para o dia-a-dia de um "homogeneizado".

1 - Ler diariamente a obra completa do Grande Líder Kim-Il-Sousa. Não há que assustar porque é “coisa” para um instantinho.
2 - Ler os blogues amigos, Simplex, Causa…; ter cuidado com os colectivos: No Comuns há uns que são “nossos” e outros que são “deles”; o “gordo brilhantina” do "Blasf" agora já escreve coisas acertadas, (contra a “outra”) e, enquanto assim for, é amigo; ouvir atentamente o “penteadinho” porta-voz, comprar o material escolar, como manda a “nossa” menina dos caroços de cereja; decorar os escritos dos “Joões Gamba e Constante”, da “bacalhau à Gomes”, do “Vitalino Moreira”…; o tipo do Bichos é “nosso” mas nunca fiando: para evitar surpresas ler só o que escreve sobre o “glorioso”. Quando alguém falar do “dos Pequeninos” reagir com veemência: Quem? Esse “éfe da pê”?
3 - Frequentar recepções de consultórios médicos e procurar, nas revistas cor-de-rosa (com mais de dez anos), “cenas” que possam ser usadas contra o “outro” que “nos” quer tirar a Câmara.
4 - Sábado, não esquecer, é manhã de Novas Fronteiras: Ir cedo, com bandeirinha, procurar lugar na coxia central; pode ser que o Grande Líder repare e “nos” dê aquele “passou bem”; bater sempre muitas palmas, acenar com a cabeça e rir a bom rir quando ele achincalhar a “outra”.
5 - Noites de quarta a domingo: Passar pelo Parque; cumprimentar todos; como não vai quase ninguém é fácil ser visto pelo “A”, que vai relatar ao “B”, encarregue de alinhavar o relatório, que o “C” entregará superiormente.
6 - A partir da quinta “mine”, evitar completamente expressões que contenham as palavras “licenciatura”, especialmente se associada a “domingo”, “PortoLivre, em inglês”, “Lápis da Mata”, “Castilho”, “mãe”, “primo(s)”, “tio”, porque (nunca se sabe), podem ser detectadas pela rede de espionagem, montada através de interligações dinâmicas de “Magalhães”.
7 - Reservar lugar nas “caminétes” (senhor condutor ponha o pé no acelerador) que vão encher o comício de Alguidares do Meio.
8 - Passar repetidamente pelo túnel do “outro”, para ver se conseguimos ver algum azulejo descolado, que sirva de prova à “evidente falta de segurança” que impede a sua conclusão.
9 - Aconselhar familiares e amigos no sentido de se portarem com juizinho, convencê-los da categoria das grandes obras públicas. Ao fim e ao cabo, como não são para pagar já, “os nossos filhos e netos” que fechem a porta.
10 - Ir a todas as iniciativas, em todas as frentes e deitar fora todas as “cenas” que diziam mal da arquitecta e do Zé, porque agora já são “nossos”.
11 - Ser visto no jardim que foi arranjado (não é difícil encontrá-lo porque é o único), dizer alto e bom som: “Isto sim é que é obra”, beber um “peppermint” no quiosque da “nossa” amiga Cathy, passar por todos os outdoors do líder com as mocinhas ou do coraçãozinho e explicar a quem passa que “agora é que vai ser”.
12 - Bom… se no fim de tudo a “assessoriazinha” ainda estiver ameaçada, só restará uma atitude fracturante: Explicar calmamente à “patroa” que há sacrifícios necessários e causas que têm muita força e pedir àquele senhor muito educado, que “também já é nosso”, uma ficha de inscrição naquela coisa dos “gays”, se possível, por causa do hemorroidal, só como sócio correspondente.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Bairro Alto

… quanto ao Bairro Alto, ou, por extensão, a todos os outros locais onde a diversão nocturna é usual, o que faz falta é uma política de conciliação de interesses. Em teoria é uma questão que se torna perfeitamente pacífica, se nos lembrarmos que a memória histórica desses bairros sempre a contemplou.

No entanto os tempos são outros, as exigências de qualidade de vida dos habitantes são (felizmente) maiores e sobretudo mais mediáticas.

Basicamente, o que pode distinguir a gestão casuística, desenvolvida pelo actual executivo da CML, e que se traduziu no aperta (para as 2h) / alarga (para as 3h) dos horários de exploração dos bares, apenas (não se vislumbram outras) com preocupações eleitorais, de uma gestão adequada, é a implicação de todos os envolvidos, numa espiral de ideias construtivas e conciliatórias.

Não há que recear a tentativa de obter o melhor de todas as situações. É que, pese a necessidade que alguns têm em apresentar as questões práticas de vida como guerra entre contrários, os interesses das populações do Bairro Alto, dos comerciantes e dos utentes são sensivelmente os mesmos. Basta lembrarmo-nos do quase desespero que atingiu a zona na época em que a novel procura das “docas” quase liquidou o Bairro Alto.

Não nos esqueçamos que muita gente do bairro trabalha para o comércio local, tanto directamente “ao balcão”, como em actividades de manutenção e limpeza, o que faz com que, embora merecendo o devido descanso, não tenham nenhum interesse em matar essa galinha que, não dando ovos de ouro, também os alimenta.

Não tendo a pretensão de possuir a solução, adianto apenas uma ideia: Manutenção e reforço da habitação no bairro e, ao mesmo tempo, horários muito alargados de exploração, quer dos bares, quer do restante comércio e serviços da zona, criando, para isso, barreiras acústicas, fixas ou amovíveis, de material transparente, com a dupla finalidade de permitir a permanência dos clientes na rua (mesmo em dias de chuva), e proteger do incómodo, causado pelo ruído e até pelo fumo, os que, nos andares superiores, pretendam descansar. Por outras palavras, seria o local ideal para testar o conceito de espaço protegido ao ar livre.


Uma vez que estamos num blogue colectivo este último parágrafo apenas traduz a opinião pessoal do autor:

Por tudo o que fez no primeiro mandato como Presidente da CML, Pedro Santana Lopes encarna, quanto a mim, o homem certo, capaz de, com paciência, determinação e capacidade de inovação, levar a bom porto este e outros problemas que diminuem e nossa querida (e linda, apesar de tudo) Lisboa.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dinosauros



Dinosauros, quantos são?

Eu cá conto 4!!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Inglês


Deve ser para mais facilmente poderem sair de Portugal ...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Marcha a um fulambó (7)

O queixinhas:

Insulto - indignação gay:
" António Serzedelo ia a passar na rua Visconde Santarém quando ouviu um sonoro «Olha, vai ali um paneleiro». O presidente da Opus Gay olhou à volta e identificou o autor do comentário como um engenheiro da empresa de construção MARPE, numa obra encomendada pela Câmara Municipal de Lisboa (CML). Exigiu um pedido de desculpas e como não as recebeu fez uma queixa do funcionário à MARPE, com conhecimento para a CML. O engenheiro será alvo de um processo de inquérito da empresa. "
Fonte: revista Sábado, N.º 274, de 30.JUL.2009 a 5.AGO.2009, págª 24.


Igualdade:
" Ao mesmo tempo que nas listas do PS ao Parlamento português se encontra um homossexual assumido, com grandes perspectivas de ser eleito, um dirigente da Opus Gay, António Serzedelo, foi na passada semana vilipendiado na via pública por um alto quadro de uma empresa da área da construção civil que presta serviços para a Câmara Municipal de Lisboa. Se acontecem casos com pessoas conhecidas, o que se passará com cidadãos anónimos e fora das grandes cidades? É este o país que temos, infelizmente. "
Fonte: revista Visão, N.º 856, de 30.JUL.2009 a 5.AGO.2009, secção "Correio do Leitor", leitor identificado, págª 10.
Publicada por Ovelha Tresmalhada em 0:24


Confesso não perceber a indignação: Ainda se alguém lhe chamasse machão...

Do Dicionário Morais: Paneleiro, s.m. Aquele que fabrica ou que vende panelas de barro // Diz-se de uma espécie de cabresto // Pederasta passivo.

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Descobri que um dos elementos da lista do dr. Costa para as próximas autárquicas é este vilipendiado senhor o qual, aliás, já figurava, no conjunto de apoiantes intelectuais, como activista LGBT. Se esse nome que aparece na lista for o mesmo é caso para dizer que, independentemente dos outros que possam estar escondidos nos famosos armários, em termos de paneleirada, ambas as listas do PS estão empatadas em Lisboa, isto em termos de quotas para o terceiro género.

Lamentavelmente o nosso saudoso Júlio César já está morto há alguns anos. Se assim não fosse, este nosso activista fodilhão, que procurou sempre "comer" toda a fêmea que lhe aparecesse à frente, seria o nosso representnte numa dessas listas.

Ah sim: é que se há quotas para a parte inferior/posterior do tronco, também devia haver para a correspondente inferior/anterior. Ou há moral ou comem todos, enfim, uns comem e outros são comidos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Guerra Junqueiro

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (…)

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (…)

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do pais, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria.

A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; (…)

Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)»

grande homem este Abílio Manuel Guerra Junqueiro

domingo, 2 de agosto de 2009

marcha a um fulambó (6)

Na última sexta-feira dois factos suportaram a minha estupefacção sobre o que tenho continuamente escrito.

Ao fim da tarde, ao circular na avenida de Roma, cruzei-me com o sr. Vale Almeida que, aparentemente, aguardava um táxi. Confesso que, embora com um ar ligeiramente amaricado (calção curto, justo e sandálias), nada o identificaria como homossexual, pertencente ao género alternativo de que o próprio se reclama.

À noite, ao regressar da Chafarica, com o Teodorias, pelo percurso que nos levaria ao estacionamento junto ao S. Jorge, fomos dando de caras com aquela paneleirada híbrida de gajos com mamas de balão e, presumivelmente, ou penduricalho ou mesmo já uma espécie de buraco, mais ou menos bem feito, de acordo com as possibilidades económicas, dedicando-se à prostituição ou, pelo menos, ao exibicionismo.

Sem qualquer tipo de preconceito moral apenas coloco a questão:

O Sr. Vale Almeida (e consequentemente o PS que lhe deu guarida), colocam na mesma sigla, tanto os seus próprios casos (LGB), como este T final. Será que são coisas semelhantes? Só se for na coincidência do buraco onde gostam de levar.

Eu, como homem, nascido e mantido no género masculino, também uso (ou tento usar) o “instrumento” para “ir”, tal como os tipos que andam de fato de treino fluorescente, medalhões ao peito, coçam os colhões e cospem cascas de pevide, enquanto dão umas “mocadas” na patroa ou nas outras.

Mas – importante – não seria capaz de os colocar numa sigla de que eu fizesse parte.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Só esta me fazia rir

Parece que os "camaradas" da EMEL, no seguimento do audacioso plano do dr. Costa, que - pasme-se - pretendia taxar os moradores, em termos de estacionamento, passaram um mau bocado, num certo bairro de Lisboa, que pretendiam como cobaia.

É que a malta de CAMPDÓRIQUE (é mesmo assim a transcrição fonética), bairro essencialmente de classe média, daqueles que podem ter carrito mas sem garagem para o guardar, deu-lhes uma foda de tal maneira que tiveram de escapar de mansinho, extremamente incomodados.

Como o dr. Costa, o Zé, a Alegra e os seus amiguinhos andam permanentemente borrados de medo por causa do outro, a medida vai imediatamente ser adiada para melhores dias.

Lisboetas votem nesta gente e depois queixem-se.

marcha a um fulambó (5)

O cidadão que o PS entendeu colocar, em lugar elegível, nas suas listas por Lisboa perora o seguinte, no blogue dos amiguinhos do Sócrates:

"O programa do PS refere explicitamente três medidas na área mais directamente relacionada com os direitos LGBT: uma Lei da Igualdade, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e o combate à discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género."

Senhor Almeida, com todo o respeito que o senhor me merece, como homem e cidadão deste país, não posso deixar de comentar:

Não existem "direitos LGBT" diferentes dos que são atribuídos aos restantes cidadãos; quanto muito, tal como em muitos outros domínios da sociedade em que nos inserimos, existem INTERESSES, quase todos relacionados com vantagens ecónómicas que se pretendam alcançar. Não conheço - e já cá ando há bastantes anos - qualquer tipo de discriminação NEGATIVA contra homossexuais. Pelo contrário, como sabe, o lóbi fortíssimo que vos ampara é conhecido pela grande entreajuda que vos proporciona em quase todos os meandros com que se cose a actividade económica. Repare, nunca ninguém do meu grupo se abespinhou contra isso. Quem vai, vai, quem está, está.

Mesmo o facto de serem tratados por paneleiros, panascas, zequinhas, fressureiras, entre outros epítetos, não deriva da vossa condição mas da lamentável exposição pública que fazem da vossa "diferença". Quem não se dá ao respeito, não merece ser respeitado. Como se costuma dizer, cada um leva ou vai onde gosta e ninguém tem nada com isso. Acha, porventura, que os fulanos ridículos (o T final da vossa sigla) que, vestidos como mulheres, portadores de grandes mamas silicónicas e do correspondente penduricalho, que se dedicam à prostituição na zona da Gomes Freire, deverão ter alguns direitos especiais, apenas por isso?

Chegamos ao ponto em que a porca torce o rabo: o casamento. Pode tirar o cavalinho da chuva; Aliás para que querem o casamento? Dou-lhes três razões, todas com o mesmo interesse económico. 1ª) O acompanhamento a familiares doentes. Quando "uma" está doente, a "outra" teria direito a faltar. 2ª) O arrendamento. Quando "uma" morre, a "outra" herda o contrato. 3ª) Vantagens fiscais que existam ou venham a existir.

Sabe Sr. Vale, estamos numa sociedade em que cada vez haverá menos dinheiro para prebendas sociais e públicas; para que uns sejam a aristocracia do trabalho, há cada vez mais jovens (dos vossos e dos nossos) a recibo verde, cada vez menos arrendamentos sem prazo e poucas ou nenhumas vantagens fiscais para solteiros, casados, viúvos ou padres.

Nasci do sexo masculino e tenho orgulho desse papel, nomeadamente nos deveres que me obriga.

Mas não ando, armado em parvo, pela rua, vestido de zezé camarinha, a apalpar os tomates, enquanto degluto mines e cuspo cascas de tremoço.