TUDO ACEITA E NADA MERECE

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Não desista ...


segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Mais um abandono no Sporting ...


sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Cidadania Avançada




Diferenças



00h30m



Assistir ao duríssimo questionamento da comissão de inquérito senatorial nos Estados Unidos para a nomeação da juíza Sónia Sottomayor para o Supremo Tribunal é ver um magnífico exercício de cidadania avançada. Não temos em Portugal nada que se lhe compare. Se os nossos parlamentares tivessem a independência dos congressistas americanos, Cavaco Silva nunca teria sido presidente, Sócrates primeiro-ministro, Dias Loureiro Conselheiro de Estado, Lopes da Mota representante de Portugal ou Alberto Costa ministro da Justiça. O impiedoso exame de comportamentos, curricula e carácter teria posto um fim às respectivas carreiras públicas antes delas poderem causar danos.Se a Assembleia da República tivesse a força política do Senado, os negócios do cidadão Aníbal Cavaco Silva e família, com as acções do grupo do BPN, por legais que fossem, levantariam questões éticas que impediriam o exercício de um cargo público. Se o Parlamento em Portugal tivesse a vitalidade democrática da Câmara dos Representantes, o acidentado percurso universitário de José Sócrates teria feito abortar a carreira política. Não por insuficiência de qualificação académica, que essa é irrelevante, mas pelo facilitismo de actuação, esse sim, definidor de carácter.
Do mesmo modo, uma Comissão de Negócios Estrangeiros no Senado nunca aprovaria Lopes da Mota para um cargo em que representasse todo o país num órgão estrangeiro, por causa das reservas que se levantaram com o seu comportamento em Felgueiras, que denotou a falta de entendimento do procurador do que é político e do que é justiça. Também por isto, numa audição da Comissão Judicial do Senado, Alberto Costa, com os seus antecedentes em Macau no caso Emaudio, nunca teria conseguido ser ministro da Justiça, por pura e simplesmente não inspirar confiança ao Estado.Assim, se houvesse um Congresso como nos Estados Unidos, com o seu papel fiscalizador da vida pública, por muito forte que fosse a cumplicidade dos afectos entre Dias Loureiro e Cavaco Silva, o executivo da Sociedade Lusa de Negócios nunca teria sido conselheiro presidencial, porque o presidente teria tido medo das cargas que uma tal nomeação inevitavelmente acarretaria num sistema político mais transparente. Mas nem Cavaco teve medo, nem Sócrates se inibiu de ir buscar diplomas a uma universidade que, se não tivesse sido fechada, provavelmente já lhe teria dado um doutoramento, nem Dias Loureiro contou tudo o que sabia aos parlamentares, nem Lopes da Mota achou mal tentar forçar o sistema judicial a proteger o camarada primeiro-ministro, nem Alberto Costa se sentiu impedido de ser o administrador da justiça nacional em nome do Estado lá porque tinha sido considerado culpado de pressionar um juiz em Macau num caso de promiscuidade política e financeira. Nenhum destes actores do nosso quotidiano tinha passado nas audições para o casting de papéis relevantes na vida pública nos Estados Unidos. Aqui nem se franziram sobrolhos nem houve interrogações. Não houve ninguém para fazer perguntas a tempo e, pior ainda, não houve sequer medo ou pudor que elas pudessem ser feitas. É que essa cidadania avançada que regula a democracia americana ainda não chegou cá.

Vai acabar mal !!
Mas ... enquanto não lhe cortarem a voz, que diga as verdades.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Saramago


quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

S.L.B.


sábado, 24 de Outubro de 2009

Frase da Semana

Não esmoreças nem desistas Trabalha duro! Milhares de pessoas que vivem do Rendimento Mínimo, sem trabalhar, dependem de ti!

sábado, 17 de Outubro de 2009

Só para maiores de 18 Anos.

A polícia canadiana descobriu quase mil fotografias e 33 vídeos de pornografia infantil num computador portátil de um bispo católico, que foi detido em Setembro por agentes fronteiriços quando regressava ao Canadá após uma viagem ao estrangeiro, foi hoje noticiado.


A televisão pública canadiana CBC citou documentos apresentados pela polícia em tribunal, segundo os quais as imagens na posse do bispo Raymond Lahey, que exercia na diocese de Antigonish, são de rapazes em actos sexuais.


Os mesmos documentos referem que o prelado alegou, a 15 de Setembro, quando foi detido no Aeroporto Internacional de Otava no regresso de uma viagem a Londres, Reino Unido, que utilizava a Internet para manter conversas sexuais apenas com maiores de idade e que nunca tinha tido interesse em menores de 18 anos.


O bispo, que agora se encontra em liberdade condicional depois de ter pago uma fiança, renunciou ao cargo a 26 de Setembro, um dia depois de as autoridades terem-no formalmente acusado de importação e posse de pornografia infantil.


Ao comunicar a sua renúncia aos fiéis, Raymond Lahey não os informou da sua detenção, limitando-se a dizer que necessitava de tempo para sua "renovação pessoal".

É pá, vai para o caralho.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Maitê ...


Para quem não sabe, esta foto foi tirada no jardim interior do Mosteiro dos Jeronimos em Lisboa.
Perto dos famosos Pasteis de Belém onde esta nossa 'Amiga' disse mais umas quantas calinadas.

Por sorte nem todos os Brasileiros, conseguem em tão pouco tempo mostrar tanta ignoracia, incompetencia e falta de respeito como esta senhora.




quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Mérito e Sociedade

Numa altura em que os 2 grandes partidos já não me conseguiam convencer que são capazes de olhar mais além do assalto ao Orçamento de Estado e respectivos "jobs for tha boys" (fantástica frase), considerei minha responsabilidade enquanto cidadã olhar para para todas as alternativas partidárias, de forma séria, que é como quem diz, fui ler os programas eleitorais.

Dois partidos tinham programas que me chamaram à atenção: MEP e MMS, pelo facto de terem propostas concretas, minimamente realistas e nas quais eu me revia. Seriam alternativas viáveis de governo, hoje? Nenhum deles. Mas, segundo a avaliação dos seus programas, teriam muito a contribuir, em termos de propostas, no âmbito da assembleia da república. É importante não esquecer que a podridão da nossa política não se limita ao governo e ao partido do poder, deve-se também a todos aqueles à sua volta que consentem essa mesma podridão, na esperança de um dia beneficiar do mesmo sistema instalado.

Foi interessante ver o progresso de ambos os partidos entre as europeias e as legislativas. 

A "queda" do MEP (Movimento Esperança Portugal) pela ausência do factor Laurinda Alves foi acentuada nas legislativas. Mas fizeram uma campanha exemplar: coerente, sempre pela positiva, sempre com um enorme bom senso, sempre com uma atitude construtiva e propostas viáveis e realistas, de que Portugal com certeza beneficiaria.

O MMS teve um percurso bem mais curioso. Relançaram a campanha renovando o site, que ficou pior do que se fosse um simples blog, e onde nunca chegaram a colocar o programa eleitoral (neste momento, já existe um minusculo link no topo esquerdo do site, mas não leva a lado nenhum). Gostaria de vos convidar a contrapôr um documento chamado "soluções para portugal" (com as linhas de orientação que estiveram nas bases da criação do partido), com aquilo que conhecem da propaganda do partido. Infelizmente, nem sequer esse documento, en lieu de um programa eleitoral, se encontra online neste renovado site (também esse link não leva a lado nenhum).

E talvez ainda bem, porque os pontos em comum entre as propostas aprovadas antes das eleições e a propaganda que se lhes seguiu mal se vêem. A propaganda veio cheia de medidas polémicas e totalmente improvisadas na hora de fazer os cartazes, medidas como a castração química, o primeiro emprego garantido pelo estado ou o despejo de inquilinos em 72 horas. Todos nós as vimos na propaganda do MMS.

Descendo ao pormenor dos panfletos, seria de esperar uma abordagem mais aprofundada às principais propostas do partido - os circulos uninominais, concretização das propostas para a exploração da zona marítima portuguesa, a inclusão das actividades de responsabilidade social no ensino, entre outras. Pois tais medidas não passavam de uma linha no meio de tantas outras, com propostas sem qualquer tipo de seriedade, que eu caracterizaria, precisamente, como "panfletárias". As propostas para o sistema fiscal então, são uma loucura.

Ao longo de toda a campanha o MMS foi-se agarrando com unhas e dentes a tudo o que pudesse criar um bocadinho de polémica e, consequentemente, a fugaz atenção dos media. O pouco que conseguiu foi à custa de propaganda de propostas que não foram sequer discutidas, revistas e trabalhadas internamente. 

Excelente exemplo vindo de um partido que se chama "Mérito e Sociedade". 

Para terminar com a cereja em cima do bolo, o líder do MMS acusou o MEP de "maus hábitos característicos dos grandes partidos" por terem contraído uma dívida de 200.000 euros para campanha, com a qual agora têm de lidar (e com a qual os militantes têm sido solidários, na medida do possível). 

O que não lhes falta é moral para falar de maus hábitos característicos dos grandes partidos. Tanta é a ânsia por se evidenciarem, apontando defeitos nos outros que utilizam qualquer pretexto para o fazer. Pela minha parte, só acho é bem que o MEP tenha transparência no seu financiamento e que peça solidariedade a quem acredita no projecto político, ao contrário do "mau hábito" de não dar contas de onde vem o dinheiro nem para onde vai.

Na minha óptica, o MMS padece de muitos "maus hábitos característicos dos grandes partidos" que são bem mais graves, tais como: desorganização interna, ânsia de protagonismo à custa da incoerência, querer mexer em tudo sem aprofundar nada, falta de conhecimento técnico por área de intervenção (ou falta de capacidade para o aproveitar aquando da elaboração de propostas), etc... 

Concluindo, é curioso ver que o "Movimento Esperança Portugual" teve mais de "Mérito" e de "Sociedade" neste período eleitoral do que o próprio MMS.

Quanto ao MEP, já reiterou a sua vontade de se manter no activo, mesmo tendo em conta o empréstimo a que têm de fazer face. Infelizmente, os novos partidos não têm grandes alternativas de financiamento até atingirem os 50.000 votos mínimo para aceder ao financiamento, e nestas condições, nada mais lógico do que a contribuição de quem quer alternativa aos "do costume".