TUDO ACEITA E NADA MERECE

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Já temos o túnel do Marquês em funcionamento.

Pouco distingue este túnel dos que têm sido feitos, desde há mais de trinta e cinco anos, em Lisboa. Desde o desnivelamento do cruzamento das Avenidas de Roma e Estados Unidos e da passagem subterrânea do Largo de Entrecampos, no tempo do Santos e Castro, passando pelos dois túneis (Campo Grande e Campo Pequeno) do Jorge Sampaio, pelo da Avenida João XXI, do João Soares, até outros mais recentes, como o conjunto que, em várias parcelas, percorre a Avenida Infante D. Henrique até Moscavide (Santana Lopes/Carmona), a razão foi sempre a melhoria do trânsito na cidade. Obviamente que, com o tempo, todos trazem mais carros, transformando-se, a prazo, em autênticos buracos engarrafados de veículos.

Quem, no entanto, imagina que não os construindo impede este flagelo que diariamente agride a nossa cidade pode perder as ilusões. Como no nosso tempo ninguém toma nenhum tipo de atitude apenas porque lhe é sugerida, só com uma política concorrencial dos transportes públicos, nomeadamente do Metropolitano, poderemos melhorar a procura destes meios privilegiados de deslocação no interior das cidades.

Apesar de irem sendo construídas algumas linhas, tudo se passa demasiado lentamente, mormente na efectivação das chamadas ligações transversais, das quais apenas uma (entre a Alameda e S. Sebastião) será inaugurada a curto prazo. Faltam ligações importantes a Campolide e Campo de Ourique; as zonas ocidentais (Ajuda, o recuperado Parque de Monsanto, o Restelo e a parte mais populosa de Benfica) ainda não são servidas; a linha verde parou na ponta de Telheiras; falta uma estação entre Areeiro e Roma; o Aeroporto, independentemente de vir a desaparecer, já deveria ter Metro desde há muitos anos; a desastrosa opção pela ligação a Santa Apolónia, via Rio Tejo, com todas as consequências patrimoniais para a Baixa Pombalina, uma vez que os túneis podem vir a impedir a chegada de água do rio às madeiras que suportam as fundações dos prédios, podendo, a médio prazo provocar a sua derrocada, já deveria ter sido substituída por uma outra que, partindo de Arroios, servisse, pelo caminho, os populosos bairros da Graça, das Colónias e toda a nova zona habitacional entre a Praça Paiva Couceiro e o rio.

1 comentário:

Chico disse...

Quem fala assim não é gago...é Porco!
Um grande abraço para toda a escória!
Sequeira, aqui vai: franciscombraz@gmail.com