TUDO ACEITA E NADA MERECE

domingo, 20 de maio de 2007

Dos jornais: "... emigrantes portugueses escravos em Espanha, salvos pela Guardia Civil..."


Ei-los que partem
novos e velhos
buscando a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos
Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e a saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados
Virão um dia ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
ou não

Manuel Freire



Portugal, 2007.

3 comentários:

Apatricio disse...

http://portugal-verdades-e-consequencias.blogspot.com/

Joana Nicolau disse...

Agradeço o convite! Assim é que é, apostar na nova geração :)

Cagalhão Atómico disse...

bem esgalhado porco-sequeira.

O poema ( nosso velho conhecido)é muito oportuno porque a iniquidade do presente nos faz de facto regressar a um passado duro que queriamos irrepetível.

Mas atenção!

Agora não vamos a salto, e a mala já não é de cartão.
Temos toda a liberdade de escolher a mala e o esclavagista que mais nos convêm.
Uns preferem a Espanha. Outros a Islândia. Outros a Holanda!

É a globalização!

E viva o pluralismo democrático e a Europa das Liberdades.

Pobres heróis do mar, cidadãos perdidos na indigência crepuscular do fim da nossa História!