TUDO ACEITA E NADA MERECE

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Perguntar não ofende ...

Expliquem-me uma coisa que eu não entendo até porque não sou perito em economia.

Se em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares o que equivalia a grosso modo a 77 Euros e hoje ele custa 100 dólares o que equivale sensivelmente a 70 Euros como é que se pode dizer que o petróleo subiu de preço? Porque raio pagamos cada vez mais ?

Ou será que o problema está no facto de nós Europeus continuarmos a aceitar o dólar como moeda referência para as transacções internacionais?

Mas. como disse, não sou perito em economia, por isso se alguém me conseguir explicar isto eu agradecia.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Hospital Dª Estefania - Lisboa

Encerramento do Hospital D. Estefânia

A todos:

Está a decorrer no site abaixo indicado, uma petição para ser enviada contra o encerramento do Hospital D. Estefânia. A ideia não é construir um novo hospital pediátrico, mas sim juntar as nossas crianças num hospital com os demais doentes. Isto vem no decorrer da junção de vários hospitais que o governo quer fazer com o tão falado Hospital de Todos os Santos em Chelas. O que eles querem fazer não é uma melhoria, mas sim um retrocesso, pois deixaremos de ter profissionais que lidam exclusivamente com crianças para ter profissionais que lidam com todo o tipo de doentes. Assim vamos ter os nossos filhos em salas de espera conjuntamente com adultos com as mais variadas doenças. Mesmo que eles digam que o novo hospital vai ter um piso só para a pediatria, mas será uma ou outra especialidade, pois quando as crianças tiverem que ir fazer um RX, umas análises, etc, vão estar em salas de espera comum.

Passaremos, ao contrário de Coimbra, Porto, a ser uma cidade sem um Hospital pediátrico, para não falar do se passa lá fora.
Fui alertado para esta petição porque me indicaram-me a fraca adesão que a petição está a ter. Participem, não custa nada. Se a petição para o regresso do Luís Figo à selecção já conta com sete mil e tal assinaturas, não se percebe como esta só vai nas duas mil e pouco.

Obrigado

http://www.petitiononline.com/hde2007

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

JANTAR DE JANEIRO NA RITUAL ESCÓRIA NÃO MERECIDO E ACEITE

Para iniciarmos o novo ano dentro do verdadeiro espirito e ritual escória, propunha que na 6ª feira (refiro-me à obviamente à última, dia 25, mas pode ser já esta se o nosso escória-porco fizer muita questão...)fossemos jantar/cear a um qualquer restaurante típico de Lisboa e depois fossemos à 1ª/2ª sessão de uma revista que creio estar no parque Mayer.
Ou jantar seguido de 2ª Sessão (ainda haverão 2ªs Sessões?), ou 1ª sessão (com a barriga a bater horas), seguida de ceia!
Aguardo os v/pronunciamentos porque isto exige alguma logistica. É preciso comprar ou pelo menos reservar os bilhetes previamente.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

AINDA HÁ QUEM SEJA ÚTIL


Para meter medo aos putos que não querem comer a sopa ou afastar as formigas do açucareiro.

A CANÇÃO DOS SETE VIOLINOS

«Um estudo realizado por uma empresa norte-americana concluiu que um trabalhador que fume pode custar à entidade patronal entre 364 a 3630 euros a mais por ano, entre horas dispendidas a fumar e despesas de saúde».
…Por isso eles se preocupam tanto com a nossa saúde, aprovando leis proibiccionistas e campanhas anti-tabaco!
É fundamental manter as “máquinas” afinadas e em rotação máxima porque afinal o lucro é o motor invisível, inaudível e intocável da nossa civilização!


«Seis meses após a legalização do aborto, o Cytotec (medicamento abortivo) continua a ser procurado nas farmácias».
Ao contrário do que afirmam certos sicários, é curioso constatar que existe uma forte consciência ética, pré-jurídica que se sobrepõe às alterações legislativas feitas para a satisfação de interesses e não para a afirmação de valores.
O que era mal e era crime na consciência de quem o pratica, continua a sê-lo mesmo que uma qualquer lei passe a dizer o contrário!
Talvez isto merecesse alguma reflexão ao nosso turbulento legislador. Ou talvez não!

«O Parlamento Europeu aprovou ontem por larga maioria um relatório que recomenda o adiamento de 2012 para 2015 da obrigação de reduzir as emissões de dióxido de carbono nos automóveis novos. Os eurodeputados acolhem assim as preocupações da industria automóvel, principalmente da indústria alemã».
E eu que alimentava o secreto desejo de um dia ver os helicópteros da ASAE a largarem por fast rope os seus anjos negros sob a AutoEuropa para o chefe Nunes de cigarrilha em riste mostrar à senhora Merkel que aqui xe cumprem ax directivax de Bruxelas carago!
Mas pelos vistos vão ter que se contentar com os fumadores, que são afinal a única fonte de iniquidade e poluição que precisa de medidas enérgicas e imediatas!

Como vêem caros Escórias o lucro...sempre o lucro!
Tudo o mais são fantasias de Natal.

A propósito,6ª há jantar?

Pérola

Esta pérola saíu no meu exame de Direito Financeiro e Fiscal, há uma semana atrás, a propósito das taxas...

"Exmo. Senhor Director da Companhia das Águas: Em virtude de um escrito, devidamente firmado por V.Exa. e por mim, temos nós - um para o outro - certo número de direitos e encargos.
Eu obriguei-me para com V. Exa. a pagar a despesa de uma encanação, o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V. Exa., pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me água do meu contador.
V. Exa. fornecia, eu pagava.
Faltamos evidentemente à fé deste contrato: eu, se não pagar, V. Exa., se não fornecer.
Se eu não pagar, V. Exa. faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Exa. não fornecer, o que hei-de eu de fazer, Exmo. Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V. Exa. me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V. Exa...."

(Carta atribuída a Eça de Queiroz)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A VOLUPIA DA ISCA OU O MANIFESTO ANTI ASAE

«Era outra gente, outro tempo e viva Deus! Ninguém confundia pela efígie um rapaz com uma rapariga ou vice-versa. Ia-se às iscas. Ah! mas não se julgue que as iscas eram o que são hoje. Não. Perdeu-se a poesia das iscas. Iscas boas como havia na Travessa do Cotovelo, esquina da Rua do Arsenal; na Travessa de São Domingos; no Magina, às Portas de Sant'Antão, na Travessa da Queimada; na Novo Dia a São Domingos; e na Rua da Atalaia, esquina da Travessa da Água da Flor, a dois passos do Cunhal das Bolas. Iscas eram em elas e sem elas, isto é, com batatas e sem batatas. Uma isca simples custava um vintém e, com elas, trinta réis. Quem não as comeu não pode sonhar o que isso era.
A casa das iscas da Travessa do Cotovelo era a mais afamada. Vastíssimo armazém, tinha ao pé da porta a chaminé onde o cozinheiro, defronte de uma enormíssima e negra frigideira de ferro, armado de um comprido garfo também de ferro, revolvia no molho as ultra-finas fatias do saboroso fígado...Nos primeiro tempos, o garfo e a faca dos fregueses eram pregados à mesa, umas enormes e compridas mesas, servidas por um banco único de cada lado onde se entrava ou pelo princípio ou passando a perna. Os pratos das iscas eram típicos e próprios; pequenos, de louça ordinária e parecendo mesmo que só comidas neles, com a faca e o garfo próprios, de ferro tosco, elas têm o seu verdadeiro sabor. Com as iscas comia-se uma conserva que os galegos denominavam Conserva à Portuguesa, composta de tiras de cenoura e pimentos verdes e era um verdadeiro achado a junção dos dois petiscos (...)»



Albino Forjaz Sampaio in "Volúpia - a Nona Arte: a Gatronomia",Ed.Domingos Barreira,Lisboa,1949.

Esta simples e singela narrativa gastronómica não passa de uma pequena gota de água num oceano de História e de Cultura,numa encruzilhada multissecular e multicultural de gostos, de cores, de cheiros de afectos, que (ainda) se chama Portugal.


E fora de contexto não faria grande sentido a sua referência, não fora, o universo de valores contidos na evocação, estar em perigo!
É que uma nova organização canhestra e fundamentalista que dá pelo nome de ASAE extravasa as suas competências, usa e abusa dos seus poderes e, a pretexto de defender a saúde pública e de aplicar, obedientemente e sem hesitações, os delírios normalizadores dos eurocratas de Bruxelas, pretende outrossim reeducar-nos a alma, o gosto e os hábitos e, arrancar da nossa memória, uma multiplicidade de ícones, de referências colectivas que fazem parte do denominador comum, do código genético social que nos identifica como povo, diferente dos outros povos.
Deste modo, a ASAE, muito para além de desejáveis funções profiláticas e higienista , parece desempenhar um papel político de baixo jaez ao serviço de politicos incultos, normalizados, sem terra e sem memória que não conseguem viver fora de um mundo robotizado, e conviver com a diferença, com a variante, com a opção.

Pela minha parte rejeito o fundamentalismo desses beleguins que tem vindo, com inaudita e ridicula ferocidade, a pôr o País de rastos.
Tudo farei para impedir que interfiram ou perturbem a minha liberdade, os meus hábitos, o meu quotidiano.
Eu que tinha prometido a mim mesmo deixar de fumar no princípio deste ano, depois de muito pensar voltei com a palavra atrás e, a bem dizer nem durmo, só de pensar na emoção de um dia ser abordado por um comando de tropas especiais SWAT, que vestidos de preto e embuçados como nos filmes, descem velozes por cordas espetadas no tecto do café, confiscando-me em flagrante delito o cachimbo fumegante.
Grandes heróis, esta tropa chefiada pelo Chefe Nunes, o tal da cigarrilha em riste no Casino do Estoril na noite de fim de ano. .
A propósito: quanto terá pago o chefe Nunes para juntamente com a familia passar o Ano no Casino?
Ele há velhos hábitos que não se perdem e a Direcção Geral de Viação é uma grande escola!!!

domingo, 13 de janeiro de 2008

"A ARTE DE PEIDAR" - Apontamentos de filosofia Escória

CAPÍTULO I

«DEFINIÇÃO DO PEIDO EM GERAL»
«O peido, chamado em grego “pordê”, em latim “crepitus ventris”, no antigo saxão “partin” ou “furtin”, no alto alemão “fartzen”e no inglês “fart”, é um composto de ventos que ora sai com ruído, ora se manifesta surdo e silencioso.
Autores teimosos, porém audaciosos, em pleno absurdo sustentam com arrogância e persistência (apesar de Calepino[1] e dos mais dicionários feitos ou a fazer) que a palavra peido propriamente dita, isto é, no genuíno sentido, só deve aplicar-se à espécie ruidosa. O seu raciocínio vai buscar apoio num verso de Horácio que não basta à completa noção de peido:
“Nam displosa sonat quantum Vesica pepedi”. SAT.8., que é como quem diz: tal barulho fez meu peido, que uma bexiga eu poderia ter rebentado.
Fácil é concluir, porém, que no seu verso Horácio utilizou a palavra “pedere”, ou seja peidar no sentido genérico, e para lhe dar a qualidade de som claro, restringiu-se ao peido que rebenta à saída. Saint Evremond, filósofo tão amável como despeitado, tinha do peido ideia diferente da vulgar pois não passava, na sua opinião, de suspiro. Vejamos o que à sua amante ele disse por ter dado um peido, certa vez, na sua presença:

Meu coração, que a má vida desgraçou,
Com suspiros engordou.
De feição mui radical,
Um deles não sai pela boca
Mas também me não sufoca:
Procuro o outro canal.

No mais amplo sentido, o peido é vento retido no baixo ventre e, na opinião dos médicos, causado por uma pituíta resfriada que um calor brando atenua e destaca sem dissolver; ou então, segundo os camponeses e a voz comum, devido ao uso de ingredientes ventosos ou alimentos de igual natureza. Ainda podemos defini-lo como ar comprimido que percorre as partes internas do corpo buscando uma saída e acabando em libertar-se, precipitado, ao achar aquela que o decoro me impede de citar.
Mas não ocultaremos o que quer que seja. O peido é um ser que se exprime no ânus, com ruído ou sem ele. Por vezes liberta-o a natureza com esforço, pedindo noutras o recurso da arte que lhe dá saída fácil e deleitosa, não raro cheia de volúpia. Daqui o provérbio:

Viver saudável e sem tormento,
Só dando ao cu todo o seu vento.

Voltemos, porém, à nossa definição, provando que observa asregras mais sãs da filosofia pois contém o género, a matéria e a diferença (quia nempe constat genere, matéria e differentia):
1º Contém todas as causas e todas as espécies; veremos quais e segundo a sua ordem;
2º Ao ser constante no género, não duvidemos de que será, também, na causa remota que engendra os ventos, a saber: a pituíta e os alimentos magros. Discutamo-lo, pois, com fundamento, antes de metermos o nariz nas espécies.
Afirmamos que a matéria do peido é morna e ligeiramente magra. Como sabemos, nos países mais quentes e nos mais frios nunca chove, já que o calor absorve nos primeiros toda a espécie de fumos e vapores, e o gelo excessivo impede nos segundos a exalação dos fumos. Pelo contrário, nos climas intermédios, temperados, chove (como assisadamente notaram Bodin, Scaliger e Cardin). Sendo excessivo o calor, não só ele mói e enfraquece os alimentos como dissolve e consome todos os vapores, coisa que o frio não sabe fazer impedindo, até, que se produza o mais pequeno fumo. Num ambiente suave e temperado tudo se passa de maneira diversa, não permitindo a sua amenidade que ele coza por completo os alimentos e, amolecendo-os apenas ao de leve, pode a pituíta do ventrículo e dos intestinos levantar ventos, tanto mais enérgicos quanto ventosos os alimentos que fermentam nesse calor brando, produzindo fumos muitos espessos e em turbilhão. Isto é bem claro se compararmos a primavera e o outono com o verão e o Inverno, se atentarmos, por exemplo, na arte da destilação a fogo lento »
(continua)

transcrição integral de “L’ART DE PÉTER” de Conde de La Trompete
[1] Dicionário de latim de Ambrogio Calepino, monge italiano do séc. XV

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A HISTÓRIA E A DOUTRINA NO NOSSO BLOGUE

O nosso blogue é, antes de mais um veículo privilegiado de comunicação entre toda a comunidade Escória.
Chamemos-lhe, por assim dizer, um ponto de encontro virtual.
Quando queremos, é também um album de recordações, um repositório de lembranças, um “conta-me como foi “que nos transporta a tempos e lugares longínquos, onde a nossa memória anseia voar, quantas vezes já com a indisfaçável nostalgia.daquela pequena-lágrima-no-canto-do-olho que a saudade teima em soltar
Mas o nosso blog é também presente. Espaço de opinião, de crítica, de indignação. Bandeira de homens que nasceram livres e livres querem continuar, neste tempo difícil em que vivemos.
E afinal somos também o futuro. A nossa Juventude Escória participa, exercita o estilo e a retórica. Defende pontos de vista e esgrime picardias. Exercita a liberdade!
Pena é serem poucos (mas são bons!).

Dito isto , ocorre-me porém, constatar que o nosso blogue é deficitário no plano documental, doutrinário e cultural.
Mais concretamente quero dizer o seguinte:
Muito do nosso passado comum está documentado (albuns fotográficos de acampamentos que assinalam momentos históricos da maior importância; actas do CJ; exemplares do jornal do CJ com artigos assinados por muitos de nós; fotografias avulsas, etc, etc.).
Suponho que parte significativa desse espólio documental esteja com o nosso Venerável Chefe Teodorias..
Sugeria pois que alguém com conhecimentos informáticos bastantes (o nosso Porco por exemplo, já que é ele o S.Pedro do blogue e por outro lado os chefes não trabalham) se encarregasse de editar esses materiais, num projecto gráfico simpático e amigável, , na certeza de que a participação e número de visitas aumentaria exponencialmente
(Estou certo que até teríamos elites a querer meter o bedelho!)

Pela minha parte, ,procurarei, periodicamente, (talvez em folhetins semanais) transcrever textos clássicos de literatura e de flosofia (de alcova claro!)que desenvolvam e exaltem os valores e princípios escórias.

Saudações Escórias