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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Acordo Ortográfico

Meus caros escórias, que mariquice é esta do acordo ortográfico?

Sim, já andava a ouvir falar disto há algum tempo, praticamente desde que andava no 10º ano. Lá conseguiram mudar a gramática toda (obrigada por terem esperado que eu concluisse o secundário), pelo que com 20 anos, sei precisamente nada sobre gramática portuguesa (já me bastava chegar ao 3º ano da faculdade e mudarem o Plano Oficial de Contas, pelo que, como finalista, nada sei de contabilidade).

Agora, mudar a ortografia da línga, e ainda por cima por estes motivos, acho ridículo. A força motivadora é unificar a língua escrita entre Portugal e Brasil, com o objectivo a longo prazo de estender este acordo pelos PALOPS. Sinceramente, estou completamente contra. Não é por decretos de lei que uma língua deve mudar. Além disso, os argumentos são fracos e falsos. A língua não sai unificada e um autor portugês não tem mais sucesso no Brasil nem vice-versa ao entrar em vigência este acordo. Porquê? Porque podem mudar a ortografia à força, mas não o vocabulário.

Qual é o sentido de passarmos a escrever "fato" em vez de "facto", quando os Brasileiros dizem "terno" e nós vamos continuar a dizer "fato"? Não vai simplesmente introduzir uma mixórdia ortográfica em vez de uma clarificação? A própria estrutura frásica difere do português de Portugal do português do Brasil. Ou seja, contas feitas, nada vai mudar.

Já se ouviu falar em algum acordo ortográfico entre os EUA e o Reino Unido? E não fazia neste caso muito mais sentido, uma vez que até muito mais recentemente do que nós e os brasileiros estas duas culturas de língua inglesa tiveram uma mesma língua partilhada? Alguém foi fazer acordos para se passar a dizer "color" em vez de "colour"? Não. Porquê? Porque a língua, a sua evolução, a sua estrutura e o seu vocabulário são património cultural.

E este acordo em nada vai melhorar coisa nenhuma.

Voltemos lá a falar da ponte Chelas-Barreiro...

4 comentários:

Xico do Canto disse...

É pá!
Querem ver que é desta que o Zé Costa é desalojado!
Força, seus escórias sornas.
Vamos lá a blogar. Nem que seja a dizer mal do JS, também conhecido por premiê. Eu disse premiê? Premiê não, carago, PM.

Chico disse...

Está bem dito, sim senhora, apesar da tenra idade...

Zé Costa disse...

Joana,

Perfeitamente de acordo, não acho que este acordo venha realmente nos trazer mais valor acrescentado, já à algum tempo e ao abrigo de um primeiro acordo, acabaram com o 'p', em algumas palavras, ex: o
Baptista passou a Batista o óptimo ficou apenas ótimo e por aí adiante, agora, vai ser o 'c' e letras mortas (???), assim o humido será umido (??) e provavelmente, quem sempre se chamou Horácio vai ter que se habituar a ser Orácio, realmente não faz sentido, pelo sim pelo não continuo a escrever cinquoenta que foi com aprendi e não cincoenta, com agora se escreve.

Joana Nicolau disse...

Agradeço os comentários, este é de facto um assunto que me irrita bastante porque acho todos os motivos a favor deste acordo tão idiotas que parecem pensados por répteis do triássico.

Ao caro escória Chico:

Aguardo com expectativa o seu próximo texto, que suponho repleto de sapiência derivada da idade avançada...