quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Casamento
"Casamento é um relacionamento a dois, no qual uma das pessoas está sempre certa e a outra é o marido."
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Não dá para acreditar!
Vai ser inaugurado na próxima segunda-feira o estádio de Al-Kahder, nos arredores de Belém, na Cisjordânia, cuja construção foi financiada pelo pobre contribuinte português, através do Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento.
O recinto, já certificado pela FIFA custou dois milhões de dólares e tem capacidade para seis mil espectadores.
A cerimónia de inauguração abrirá com uma marcha de jovens pioneiros da Jhiad islâmica, conduzindo as bandeiras de Portugal e da Palestina, e a execução dos respectivos hinos nacionais.
Entretanto em Portugal continuamos a fechar urgências, maternidades, centros de saúde, escolas primárias, infantários, esquadras de policia...etc.
Reforçando a politica externa e a cooperação internacional do Governo português, propõe-se:
-O encerramento do Hospital de Santa Maria e o financiamento um estádio de baseball com pavilhão multiusos no Afeganistão.
-O encerramento do Hospital d Universidade de Coimbra oferecendo-se um complexo olímpico (também com ringue de sumo japonês) à Somália.
-E finalmente... o encerramento deste Governo, oferecendo-se os seus titulares aos crocodilos do Nilo.
O recinto, já certificado pela FIFA custou dois milhões de dólares e tem capacidade para seis mil espectadores.
A cerimónia de inauguração abrirá com uma marcha de jovens pioneiros da Jhiad islâmica, conduzindo as bandeiras de Portugal e da Palestina, e a execução dos respectivos hinos nacionais.
Entretanto em Portugal continuamos a fechar urgências, maternidades, centros de saúde, escolas primárias, infantários, esquadras de policia...etc.
Reforçando a politica externa e a cooperação internacional do Governo português, propõe-se:
-O encerramento do Hospital de Santa Maria e o financiamento um estádio de baseball com pavilhão multiusos no Afeganistão.
-O encerramento do Hospital d Universidade de Coimbra oferecendo-se um complexo olímpico (também com ringue de sumo japonês) à Somália.
-E finalmente... o encerramento deste Governo, oferecendo-se os seus titulares aos crocodilos do Nilo.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Consideração da Semana
"A casa da sogra não se quer tão perto que ela possa vir de chinelos, nem tão longe que ela queira vir de malas"
ÚLTIMA HORA
Afinal o novo aeroporto vai continuar a chamar-se Aeroporto da OTA (Obra Transferida para Alcochete)
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
domingo, 27 de janeiro de 2008
Importante
Recebi, da minha vizinha D. Francelina, com pedido de publicação, a seguinte denúncia “a quem de Direito”:
“Excelentíssimo Senhor doutor Nunes, mui digno chefe da A.S.A.E.
Quero relatar-lhe uma situação muito perigosa a que assisti, numa noite destas, e que, nos meus já “68A” anos de vida ainda não tinha vislumbrado. E digo este número de anos, em vez dos verdadeiros, porque já estou a imaginar os sorrisos na cara de Vossa Excelência e dos seus Ajudantes, o que poderia desviar a atenção do verdadeiro assunto que me obriga a incomodá-lo. É que, como o meu Antunes, que Deus Nosso Senhor me levou vai já para 10 anos, não gostava nada dessas porcarias, pelo menos a sua verticalidade impedia-o de as praticar com a sua mulher legítima, eu estou isenta desses desvios.
Enfim, depois deste desabafo de uma mulher que, apesar daquela idade que já referi e que me abstenho de repetir, pelo motivos que são evidentes, ainda se apresenta bastante enxuta e em muito bom estado, além de pouco usada pelo meu defunto Antunes e, estes dois que a terra há-de comer ou o crematório incinerar, são testemunhas de que mais nenhum aqui tocou, apenas lhe posso dizer que Vossa Excelência, com o seu ar durão de verdadeiro macho, não me deixa indiferente, antes pelo contrário, povoa as minhas fantasias nocturnas, ao imaginá-lo a entrar-me por ali adentro, a fiscalizar os entrefolhos mais recôndidos do meu ser, em busca de alguma coisa menos higiénica. E eu a deixá-lo fazer tudo o que quiser para, no fim, orgulhosa, lhe demonstrar que ainda está tudo em “su sítio”.
Ora, uma noite destas, estava eu à janela a observar os prédios em frente, uma vez que com o rejuvenescimento do bairro, há muitos casais novinhos que, enfim, compreende, são um pouco descuidados com as cortinas e me deixam alegrar um bocadinho a vista, isto porque desde que a TV Cabo deixou de nos dar um pequenino bónus do canal 18, a vida tem sido muito cinzenta, até porque fica mal a uma Senhora encomendar certos filmes no clube de Vídeo.
Onde é que eu ía?... Ah já sei, estava à janela quando, num dos prédios em frente deparei com uma cena que me deixou bastante preocupada: Na sala de jantar estavam juntos a uma mesa 7 - indivíduos – 7, com um ar muito estranho e que aparentavam estar em atitudes conspiratórias. Um era marroquino, vestido com aquela túnica típica desses terroristas islâmicos; outro que mais parecia o defunto rei Hussein, trazia na cabeça um daqueles lenços à Arafat; finalmente um terceiro, que parece um que já apareceu na televisão, fumava um daqueles charutos enormes o que pressupõe que os cubanos também podiam estar envolvidos. Isto para não falar de circular dinheiro em cima da mesa, possivelmente para pagar as bombas que fariam parte do negócio.
Enfim, motivos mais do que suficientes para escrever esta carta a Vossa Excelência. Investigue, ataque, puna que eu depois dou-lhe a recompensa; o meu Antunes certamente irá perdoar-me essa traição póstuma. É tudo a bem do Ocidente.
Sempre sua Francelina”
“Excelentíssimo Senhor doutor Nunes, mui digno chefe da A.S.A.E.
Quero relatar-lhe uma situação muito perigosa a que assisti, numa noite destas, e que, nos meus já “68A” anos de vida ainda não tinha vislumbrado. E digo este número de anos, em vez dos verdadeiros, porque já estou a imaginar os sorrisos na cara de Vossa Excelência e dos seus Ajudantes, o que poderia desviar a atenção do verdadeiro assunto que me obriga a incomodá-lo. É que, como o meu Antunes, que Deus Nosso Senhor me levou vai já para 10 anos, não gostava nada dessas porcarias, pelo menos a sua verticalidade impedia-o de as praticar com a sua mulher legítima, eu estou isenta desses desvios.
Enfim, depois deste desabafo de uma mulher que, apesar daquela idade que já referi e que me abstenho de repetir, pelo motivos que são evidentes, ainda se apresenta bastante enxuta e em muito bom estado, além de pouco usada pelo meu defunto Antunes e, estes dois que a terra há-de comer ou o crematório incinerar, são testemunhas de que mais nenhum aqui tocou, apenas lhe posso dizer que Vossa Excelência, com o seu ar durão de verdadeiro macho, não me deixa indiferente, antes pelo contrário, povoa as minhas fantasias nocturnas, ao imaginá-lo a entrar-me por ali adentro, a fiscalizar os entrefolhos mais recôndidos do meu ser, em busca de alguma coisa menos higiénica. E eu a deixá-lo fazer tudo o que quiser para, no fim, orgulhosa, lhe demonstrar que ainda está tudo em “su sítio”.
Ora, uma noite destas, estava eu à janela a observar os prédios em frente, uma vez que com o rejuvenescimento do bairro, há muitos casais novinhos que, enfim, compreende, são um pouco descuidados com as cortinas e me deixam alegrar um bocadinho a vista, isto porque desde que a TV Cabo deixou de nos dar um pequenino bónus do canal 18, a vida tem sido muito cinzenta, até porque fica mal a uma Senhora encomendar certos filmes no clube de Vídeo.
Onde é que eu ía?... Ah já sei, estava à janela quando, num dos prédios em frente deparei com uma cena que me deixou bastante preocupada: Na sala de jantar estavam juntos a uma mesa 7 - indivíduos – 7, com um ar muito estranho e que aparentavam estar em atitudes conspiratórias. Um era marroquino, vestido com aquela túnica típica desses terroristas islâmicos; outro que mais parecia o defunto rei Hussein, trazia na cabeça um daqueles lenços à Arafat; finalmente um terceiro, que parece um que já apareceu na televisão, fumava um daqueles charutos enormes o que pressupõe que os cubanos também podiam estar envolvidos. Isto para não falar de circular dinheiro em cima da mesa, possivelmente para pagar as bombas que fariam parte do negócio.
Enfim, motivos mais do que suficientes para escrever esta carta a Vossa Excelência. Investigue, ataque, puna que eu depois dou-lhe a recompensa; o meu Antunes certamente irá perdoar-me essa traição póstuma. É tudo a bem do Ocidente.
Sempre sua Francelina”
sábado, 26 de janeiro de 2008
A FESTA DA DEMOCRACIA
É sabido que o desmantelamento do Estado Social é um dos principais desígnios deste Governo.
Em nome do sacrosanto equilibrio orçamental e, numa sanha latrinária e malfeitora, assistimos com indignação ao sistemático encerramento de unidades regionais de saúde, hospitais, maternidades, serviços de urgência, e centros de saúde, substituindo-as por mega-estrututuras concentracionárias onde a desorganização, a irresponsabilidade e a desumanidade atingem padrões indescritíveis.
Refiro-me aos bancos de urgência dos grandes hospitais (S.José e S. Maria em Lisboa, da Universidade em Coimbra).
Salas e corredores, antecâmaras da morte, onde se amontoam entregues à sua sorte, doentes, velhos e moribundos que podem fugir, apanhar infecções, cair das macas e até, morrerem abandonados.
Verdadeiros armazéns de sofrimento onde ninguém tem nome, onde ninguém é responsável por nada e onde a impunidade impera.
Infelizmente, pelos piores motivos, tenho tido o infortúnio de conhecer nos ultimos anos algumas das grandes urgências hospitalares deste país e, salvo raras excepções, delas guardo as mais sinistras e amargas recordações.
É precisamente neste mundo kafkiano, que se pretende concentrar o SNS, acabando com tudo o que esteja próximo, onde as pessoas têm nome, onde a dedicação, a humanidade e o afecto ainda fazem parte dos cuidados de saúde.
A ambulância, adquiriu uma inaudita importância e incontornável presença na vida dos portugueses, porque é nela que a vida humana, cada vez mais, começa e acaba, quase sempre da pior maneira.
O primeiro ministro do governo deste país ( o tal que conseguiu assinar em Lisboa o novo tratado a UE) passou hoje por Évora onde foi apupado por cidadãos indignados, aviltados e fartos de tanta malfeitoria.
Sem sombra de incomodidade, sorridento e com lépida prosápia, disse para a comunicação social que tais manifestações fazem parte da "FESTA DA DEMOCRACIA!"
E lá seguiu altivo e prazenteiro para a albufeira do Alqueva onde visitou projectos turisticos de empresas espanholas.
A falta de vergonha constitui um dos maiores défices civilizacionais das sociedades contemporâneas.
Pobre país!
Em nome do sacrosanto equilibrio orçamental e, numa sanha latrinária e malfeitora, assistimos com indignação ao sistemático encerramento de unidades regionais de saúde, hospitais, maternidades, serviços de urgência, e centros de saúde, substituindo-as por mega-estrututuras concentracionárias onde a desorganização, a irresponsabilidade e a desumanidade atingem padrões indescritíveis.
Refiro-me aos bancos de urgência dos grandes hospitais (S.José e S. Maria em Lisboa, da Universidade em Coimbra).
Salas e corredores, antecâmaras da morte, onde se amontoam entregues à sua sorte, doentes, velhos e moribundos que podem fugir, apanhar infecções, cair das macas e até, morrerem abandonados.
Verdadeiros armazéns de sofrimento onde ninguém tem nome, onde ninguém é responsável por nada e onde a impunidade impera.
Infelizmente, pelos piores motivos, tenho tido o infortúnio de conhecer nos ultimos anos algumas das grandes urgências hospitalares deste país e, salvo raras excepções, delas guardo as mais sinistras e amargas recordações.
É precisamente neste mundo kafkiano, que se pretende concentrar o SNS, acabando com tudo o que esteja próximo, onde as pessoas têm nome, onde a dedicação, a humanidade e o afecto ainda fazem parte dos cuidados de saúde.
A ambulância, adquiriu uma inaudita importância e incontornável presença na vida dos portugueses, porque é nela que a vida humana, cada vez mais, começa e acaba, quase sempre da pior maneira.
O primeiro ministro do governo deste país ( o tal que conseguiu assinar em Lisboa o novo tratado a UE) passou hoje por Évora onde foi apupado por cidadãos indignados, aviltados e fartos de tanta malfeitoria.
Sem sombra de incomodidade, sorridento e com lépida prosápia, disse para a comunicação social que tais manifestações fazem parte da "FESTA DA DEMOCRACIA!"
E lá seguiu altivo e prazenteiro para a albufeira do Alqueva onde visitou projectos turisticos de empresas espanholas.
A falta de vergonha constitui um dos maiores défices civilizacionais das sociedades contemporâneas.
Pobre país!
Frase da Semana
" O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. "
© Fernando Pessoa
© Fernando Pessoa
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