«Um estudo realizado por uma empresa norte-americana concluiu que um trabalhador que fume pode custar à entidade patronal entre 364 a 3630 euros a mais por ano, entre horas dispendidas a fumar e despesas de saúde».
…Por isso eles se preocupam tanto com a nossa saúde, aprovando leis proibiccionistas e campanhas anti-tabaco!
É fundamental manter as “máquinas” afinadas e em rotação máxima porque afinal o lucro é o motor invisível, inaudível e intocável da nossa civilização!
«Seis meses após a legalização do aborto, o Cytotec (medicamento abortivo) continua a ser procurado nas farmácias».
Ao contrário do que afirmam certos sicários, é curioso constatar que existe uma forte consciência ética, pré-jurídica que se sobrepõe às alterações legislativas feitas para a satisfação de interesses e não para a afirmação de valores.
O que era mal e era crime na consciência de quem o pratica, continua a sê-lo mesmo que uma qualquer lei passe a dizer o contrário!
Talvez isto merecesse alguma reflexão ao nosso turbulento legislador. Ou talvez não!
«O Parlamento Europeu aprovou ontem por larga maioria um relatório que recomenda o adiamento de 2012 para 2015 da obrigação de reduzir as emissões de dióxido de carbono nos automóveis novos. Os eurodeputados acolhem assim as preocupações da industria automóvel, principalmente da indústria alemã».
E eu que alimentava o secreto desejo de um dia ver os helicópteros da ASAE a largarem por fast rope os seus anjos negros sob a AutoEuropa para o chefe Nunes de cigarrilha em riste mostrar à senhora Merkel que aqui xe cumprem ax directivax de Bruxelas carago!
Mas pelos vistos vão ter que se contentar com os fumadores, que são afinal a única fonte de iniquidade e poluição que precisa de medidas enérgicas e imediatas!
Como vêem caros Escórias o lucro...sempre o lucro!
Tudo o mais são fantasias de Natal.
A propósito,6ª há jantar?
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Pérola
Esta pérola saíu no meu exame de Direito Financeiro e Fiscal, há uma semana atrás, a propósito das taxas...
"Exmo. Senhor Director da Companhia das Águas: Em virtude de um escrito, devidamente firmado por V.Exa. e por mim, temos nós - um para o outro - certo número de direitos e encargos.
Eu obriguei-me para com V. Exa. a pagar a despesa de uma encanação, o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V. Exa., pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me água do meu contador.
V. Exa. fornecia, eu pagava.
Faltamos evidentemente à fé deste contrato: eu, se não pagar, V. Exa., se não fornecer.
Se eu não pagar, V. Exa. faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Exa. não fornecer, o que hei-de eu de fazer, Exmo. Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V. Exa. me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V. Exa...."
(Carta atribuída a Eça de Queiroz)
"Exmo. Senhor Director da Companhia das Águas: Em virtude de um escrito, devidamente firmado por V.Exa. e por mim, temos nós - um para o outro - certo número de direitos e encargos.
Eu obriguei-me para com V. Exa. a pagar a despesa de uma encanação, o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V. Exa., pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me água do meu contador.
V. Exa. fornecia, eu pagava.
Faltamos evidentemente à fé deste contrato: eu, se não pagar, V. Exa., se não fornecer.
Se eu não pagar, V. Exa. faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Exa. não fornecer, o que hei-de eu de fazer, Exmo. Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V. Exa. me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V. Exa...."
(Carta atribuída a Eça de Queiroz)
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
A VOLUPIA DA ISCA OU O MANIFESTO ANTI ASAE
«Era outra gente, outro tempo e viva Deus! Ninguém confundia pela efígie um rapaz com uma rapariga ou vice-versa. Ia-se às iscas. Ah! mas não se julgue que as iscas eram o que são hoje. Não. Perdeu-se a poesia das iscas. Iscas boas como havia na Travessa do Cotovelo, esquina da Rua do Arsenal; na Travessa de São Domingos; no Magina, às Portas de Sant'Antão, na Travessa da Queimada; na Novo Dia a São Domingos; e na Rua da Atalaia, esquina da Travessa da Água da Flor, a dois passos do Cunhal das Bolas. Iscas eram em elas e sem elas, isto é, com batatas e sem batatas. Uma isca simples custava um vintém e, com elas, trinta réis. Quem não as comeu não pode sonhar o que isso era.
A casa das iscas da Travessa do Cotovelo era a mais afamada. Vastíssimo armazém, tinha ao pé da porta a chaminé onde o cozinheiro, defronte de uma enormíssima e negra frigideira de ferro, armado de um comprido garfo também de ferro, revolvia no molho as ultra-finas fatias do saboroso fígado...Nos primeiro tempos, o garfo e a faca dos fregueses eram pregados à mesa, umas enormes e compridas mesas, servidas por um banco único de cada lado onde se entrava ou pelo princípio ou passando a perna. Os pratos das iscas eram típicos e próprios; pequenos, de louça ordinária e parecendo mesmo que só comidas neles, com a faca e o garfo próprios, de ferro tosco, elas têm o seu verdadeiro sabor. Com as iscas comia-se uma conserva que os galegos denominavam Conserva à Portuguesa, composta de tiras de cenoura e pimentos verdes e era um verdadeiro achado a junção dos dois petiscos (...)»
Albino Forjaz Sampaio in "Volúpia - a Nona Arte: a Gatronomia",Ed.Domingos Barreira,Lisboa,1949.
Esta simples e singela narrativa gastronómica não passa de uma pequena gota de água num oceano de História e de Cultura,numa encruzilhada multissecular e multicultural de gostos, de cores, de cheiros de afectos, que (ainda) se chama Portugal.
E fora de contexto não faria grande sentido a sua referência, não fora, o universo de valores contidos na evocação, estar em perigo!
É que uma nova organização canhestra e fundamentalista que dá pelo nome de ASAE extravasa as suas competências, usa e abusa dos seus poderes e, a pretexto de defender a saúde pública e de aplicar, obedientemente e sem hesitações, os delírios normalizadores dos eurocratas de Bruxelas, pretende outrossim reeducar-nos a alma, o gosto e os hábitos e, arrancar da nossa memória, uma multiplicidade de ícones, de referências colectivas que fazem parte do denominador comum, do código genético social que nos identifica como povo, diferente dos outros povos.
Deste modo, a ASAE, muito para além de desejáveis funções profiláticas e higienista , parece desempenhar um papel político de baixo jaez ao serviço de politicos incultos, normalizados, sem terra e sem memória que não conseguem viver fora de um mundo robotizado, e conviver com a diferença, com a variante, com a opção.
Pela minha parte rejeito o fundamentalismo desses beleguins que tem vindo, com inaudita e ridicula ferocidade, a pôr o País de rastos.
Tudo farei para impedir que interfiram ou perturbem a minha liberdade, os meus hábitos, o meu quotidiano.
Eu que tinha prometido a mim mesmo deixar de fumar no princípio deste ano, depois de muito pensar voltei com a palavra atrás e, a bem dizer nem durmo, só de pensar na emoção de um dia ser abordado por um comando de tropas especiais SWAT, que vestidos de preto e embuçados como nos filmes, descem velozes por cordas espetadas no tecto do café, confiscando-me em flagrante delito o cachimbo fumegante.
Grandes heróis, esta tropa chefiada pelo Chefe Nunes, o tal da cigarrilha em riste no Casino do Estoril na noite de fim de ano. .
A propósito: quanto terá pago o chefe Nunes para juntamente com a familia passar o Ano no Casino?
Ele há velhos hábitos que não se perdem e a Direcção Geral de Viação é uma grande escola!!!
A casa das iscas da Travessa do Cotovelo era a mais afamada. Vastíssimo armazém, tinha ao pé da porta a chaminé onde o cozinheiro, defronte de uma enormíssima e negra frigideira de ferro, armado de um comprido garfo também de ferro, revolvia no molho as ultra-finas fatias do saboroso fígado...Nos primeiro tempos, o garfo e a faca dos fregueses eram pregados à mesa, umas enormes e compridas mesas, servidas por um banco único de cada lado onde se entrava ou pelo princípio ou passando a perna. Os pratos das iscas eram típicos e próprios; pequenos, de louça ordinária e parecendo mesmo que só comidas neles, com a faca e o garfo próprios, de ferro tosco, elas têm o seu verdadeiro sabor. Com as iscas comia-se uma conserva que os galegos denominavam Conserva à Portuguesa, composta de tiras de cenoura e pimentos verdes e era um verdadeiro achado a junção dos dois petiscos (...)»
Albino Forjaz Sampaio in "Volúpia - a Nona Arte: a Gatronomia",Ed.Domingos Barreira,Lisboa,1949.
Esta simples e singela narrativa gastronómica não passa de uma pequena gota de água num oceano de História e de Cultura,numa encruzilhada multissecular e multicultural de gostos, de cores, de cheiros de afectos, que (ainda) se chama Portugal.
E fora de contexto não faria grande sentido a sua referência, não fora, o universo de valores contidos na evocação, estar em perigo!
É que uma nova organização canhestra e fundamentalista que dá pelo nome de ASAE extravasa as suas competências, usa e abusa dos seus poderes e, a pretexto de defender a saúde pública e de aplicar, obedientemente e sem hesitações, os delírios normalizadores dos eurocratas de Bruxelas, pretende outrossim reeducar-nos a alma, o gosto e os hábitos e, arrancar da nossa memória, uma multiplicidade de ícones, de referências colectivas que fazem parte do denominador comum, do código genético social que nos identifica como povo, diferente dos outros povos.
Deste modo, a ASAE, muito para além de desejáveis funções profiláticas e higienista , parece desempenhar um papel político de baixo jaez ao serviço de politicos incultos, normalizados, sem terra e sem memória que não conseguem viver fora de um mundo robotizado, e conviver com a diferença, com a variante, com a opção.
Pela minha parte rejeito o fundamentalismo desses beleguins que tem vindo, com inaudita e ridicula ferocidade, a pôr o País de rastos.
Tudo farei para impedir que interfiram ou perturbem a minha liberdade, os meus hábitos, o meu quotidiano.
Eu que tinha prometido a mim mesmo deixar de fumar no princípio deste ano, depois de muito pensar voltei com a palavra atrás e, a bem dizer nem durmo, só de pensar na emoção de um dia ser abordado por um comando de tropas especiais SWAT, que vestidos de preto e embuçados como nos filmes, descem velozes por cordas espetadas no tecto do café, confiscando-me em flagrante delito o cachimbo fumegante.
Grandes heróis, esta tropa chefiada pelo Chefe Nunes, o tal da cigarrilha em riste no Casino do Estoril na noite de fim de ano. .
A propósito: quanto terá pago o chefe Nunes para juntamente com a familia passar o Ano no Casino?
Ele há velhos hábitos que não se perdem e a Direcção Geral de Viação é uma grande escola!!!
domingo, 13 de janeiro de 2008
"A ARTE DE PEIDAR" - Apontamentos de filosofia Escória
CAPÍTULO I
«DEFINIÇÃO DO PEIDO EM GERAL»
«O peido, chamado em grego “pordê”, em latim “crepitus ventris”, no antigo saxão “partin” ou “furtin”, no alto alemão “fartzen”e no inglês “fart”, é um composto de ventos que ora sai com ruído, ora se manifesta surdo e silencioso.
Autores teimosos, porém audaciosos, em pleno absurdo sustentam com arrogância e persistência (apesar de Calepino[1] e dos mais dicionários feitos ou a fazer) que a palavra peido propriamente dita, isto é, no genuíno sentido, só deve aplicar-se à espécie ruidosa. O seu raciocínio vai buscar apoio num verso de Horácio que não basta à completa noção de peido:
“Nam displosa sonat quantum Vesica pepedi”. SAT.8., que é como quem diz: tal barulho fez meu peido, que uma bexiga eu poderia ter rebentado.
Fácil é concluir, porém, que no seu verso Horácio utilizou a palavra “pedere”, ou seja peidar no sentido genérico, e para lhe dar a qualidade de som claro, restringiu-se ao peido que rebenta à saída. Saint Evremond, filósofo tão amável como despeitado, tinha do peido ideia diferente da vulgar pois não passava, na sua opinião, de suspiro. Vejamos o que à sua amante ele disse por ter dado um peido, certa vez, na sua presença:
Meu coração, que a má vida desgraçou,
Com suspiros engordou.
De feição mui radical,
Um deles não sai pela boca
Mas também me não sufoca:
Procuro o outro canal.
No mais amplo sentido, o peido é vento retido no baixo ventre e, na opinião dos médicos, causado por uma pituíta resfriada que um calor brando atenua e destaca sem dissolver; ou então, segundo os camponeses e a voz comum, devido ao uso de ingredientes ventosos ou alimentos de igual natureza. Ainda podemos defini-lo como ar comprimido que percorre as partes internas do corpo buscando uma saída e acabando em libertar-se, precipitado, ao achar aquela que o decoro me impede de citar.
Mas não ocultaremos o que quer que seja. O peido é um ser que se exprime no ânus, com ruído ou sem ele. Por vezes liberta-o a natureza com esforço, pedindo noutras o recurso da arte que lhe dá saída fácil e deleitosa, não raro cheia de volúpia. Daqui o provérbio:
Viver saudável e sem tormento,
Só dando ao cu todo o seu vento.
Voltemos, porém, à nossa definição, provando que observa asregras mais sãs da filosofia pois contém o género, a matéria e a diferença (quia nempe constat genere, matéria e differentia):
1º Contém todas as causas e todas as espécies; veremos quais e segundo a sua ordem;
2º Ao ser constante no género, não duvidemos de que será, também, na causa remota que engendra os ventos, a saber: a pituíta e os alimentos magros. Discutamo-lo, pois, com fundamento, antes de metermos o nariz nas espécies.
Afirmamos que a matéria do peido é morna e ligeiramente magra. Como sabemos, nos países mais quentes e nos mais frios nunca chove, já que o calor absorve nos primeiros toda a espécie de fumos e vapores, e o gelo excessivo impede nos segundos a exalação dos fumos. Pelo contrário, nos climas intermédios, temperados, chove (como assisadamente notaram Bodin, Scaliger e Cardin). Sendo excessivo o calor, não só ele mói e enfraquece os alimentos como dissolve e consome todos os vapores, coisa que o frio não sabe fazer impedindo, até, que se produza o mais pequeno fumo. Num ambiente suave e temperado tudo se passa de maneira diversa, não permitindo a sua amenidade que ele coza por completo os alimentos e, amolecendo-os apenas ao de leve, pode a pituíta do ventrículo e dos intestinos levantar ventos, tanto mais enérgicos quanto ventosos os alimentos que fermentam nesse calor brando, produzindo fumos muitos espessos e em turbilhão. Isto é bem claro se compararmos a primavera e o outono com o verão e o Inverno, se atentarmos, por exemplo, na arte da destilação a fogo lento »
(continua)
transcrição integral de “L’ART DE PÉTER” de Conde de La Trompete
[1] Dicionário de latim de Ambrogio Calepino, monge italiano do séc. XV
«DEFINIÇÃO DO PEIDO EM GERAL»
«O peido, chamado em grego “pordê”, em latim “crepitus ventris”, no antigo saxão “partin” ou “furtin”, no alto alemão “fartzen”e no inglês “fart”, é um composto de ventos que ora sai com ruído, ora se manifesta surdo e silencioso.
Autores teimosos, porém audaciosos, em pleno absurdo sustentam com arrogância e persistência (apesar de Calepino[1] e dos mais dicionários feitos ou a fazer) que a palavra peido propriamente dita, isto é, no genuíno sentido, só deve aplicar-se à espécie ruidosa. O seu raciocínio vai buscar apoio num verso de Horácio que não basta à completa noção de peido:
“Nam displosa sonat quantum Vesica pepedi”. SAT.8., que é como quem diz: tal barulho fez meu peido, que uma bexiga eu poderia ter rebentado.
Fácil é concluir, porém, que no seu verso Horácio utilizou a palavra “pedere”, ou seja peidar no sentido genérico, e para lhe dar a qualidade de som claro, restringiu-se ao peido que rebenta à saída. Saint Evremond, filósofo tão amável como despeitado, tinha do peido ideia diferente da vulgar pois não passava, na sua opinião, de suspiro. Vejamos o que à sua amante ele disse por ter dado um peido, certa vez, na sua presença:
Meu coração, que a má vida desgraçou,
Com suspiros engordou.
De feição mui radical,
Um deles não sai pela boca
Mas também me não sufoca:
Procuro o outro canal.
No mais amplo sentido, o peido é vento retido no baixo ventre e, na opinião dos médicos, causado por uma pituíta resfriada que um calor brando atenua e destaca sem dissolver; ou então, segundo os camponeses e a voz comum, devido ao uso de ingredientes ventosos ou alimentos de igual natureza. Ainda podemos defini-lo como ar comprimido que percorre as partes internas do corpo buscando uma saída e acabando em libertar-se, precipitado, ao achar aquela que o decoro me impede de citar.
Mas não ocultaremos o que quer que seja. O peido é um ser que se exprime no ânus, com ruído ou sem ele. Por vezes liberta-o a natureza com esforço, pedindo noutras o recurso da arte que lhe dá saída fácil e deleitosa, não raro cheia de volúpia. Daqui o provérbio:
Viver saudável e sem tormento,
Só dando ao cu todo o seu vento.
Voltemos, porém, à nossa definição, provando que observa asregras mais sãs da filosofia pois contém o género, a matéria e a diferença (quia nempe constat genere, matéria e differentia):
1º Contém todas as causas e todas as espécies; veremos quais e segundo a sua ordem;
2º Ao ser constante no género, não duvidemos de que será, também, na causa remota que engendra os ventos, a saber: a pituíta e os alimentos magros. Discutamo-lo, pois, com fundamento, antes de metermos o nariz nas espécies.
Afirmamos que a matéria do peido é morna e ligeiramente magra. Como sabemos, nos países mais quentes e nos mais frios nunca chove, já que o calor absorve nos primeiros toda a espécie de fumos e vapores, e o gelo excessivo impede nos segundos a exalação dos fumos. Pelo contrário, nos climas intermédios, temperados, chove (como assisadamente notaram Bodin, Scaliger e Cardin). Sendo excessivo o calor, não só ele mói e enfraquece os alimentos como dissolve e consome todos os vapores, coisa que o frio não sabe fazer impedindo, até, que se produza o mais pequeno fumo. Num ambiente suave e temperado tudo se passa de maneira diversa, não permitindo a sua amenidade que ele coza por completo os alimentos e, amolecendo-os apenas ao de leve, pode a pituíta do ventrículo e dos intestinos levantar ventos, tanto mais enérgicos quanto ventosos os alimentos que fermentam nesse calor brando, produzindo fumos muitos espessos e em turbilhão. Isto é bem claro se compararmos a primavera e o outono com o verão e o Inverno, se atentarmos, por exemplo, na arte da destilação a fogo lento »
(continua)
transcrição integral de “L’ART DE PÉTER” de Conde de La Trompete
[1] Dicionário de latim de Ambrogio Calepino, monge italiano do séc. XV
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
A HISTÓRIA E A DOUTRINA NO NOSSO BLOGUE
O nosso blogue é, antes de mais um veículo privilegiado de comunicação entre toda a comunidade Escória.
Chamemos-lhe, por assim dizer, um ponto de encontro virtual.
Quando queremos, é também um album de recordações, um repositório de lembranças, um “conta-me como foi “que nos transporta a tempos e lugares longínquos, onde a nossa memória anseia voar, quantas vezes já com a indisfaçável nostalgia.daquela pequena-lágrima-no-canto-do-olho que a saudade teima em soltar
Mas o nosso blog é também presente. Espaço de opinião, de crítica, de indignação. Bandeira de homens que nasceram livres e livres querem continuar, neste tempo difícil em que vivemos.
E afinal somos também o futuro. A nossa Juventude Escória participa, exercita o estilo e a retórica. Defende pontos de vista e esgrime picardias. Exercita a liberdade!
Pena é serem poucos (mas são bons!).
Dito isto , ocorre-me porém, constatar que o nosso blogue é deficitário no plano documental, doutrinário e cultural.
Mais concretamente quero dizer o seguinte:
Muito do nosso passado comum está documentado (albuns fotográficos de acampamentos que assinalam momentos históricos da maior importância; actas do CJ; exemplares do jornal do CJ com artigos assinados por muitos de nós; fotografias avulsas, etc, etc.).
Suponho que parte significativa desse espólio documental esteja com o nosso Venerável Chefe Teodorias..
Sugeria pois que alguém com conhecimentos informáticos bastantes (o nosso Porco por exemplo, já que é ele o S.Pedro do blogue e por outro lado os chefes não trabalham) se encarregasse de editar esses materiais, num projecto gráfico simpático e amigável, , na certeza de que a participação e número de visitas aumentaria exponencialmente
(Estou certo que até teríamos elites a querer meter o bedelho!)
Pela minha parte, ,procurarei, periodicamente, (talvez em folhetins semanais) transcrever textos clássicos de literatura e de flosofia (de alcova claro!)que desenvolvam e exaltem os valores e princípios escórias.
Saudações Escórias
Chamemos-lhe, por assim dizer, um ponto de encontro virtual.
Quando queremos, é também um album de recordações, um repositório de lembranças, um “conta-me como foi “que nos transporta a tempos e lugares longínquos, onde a nossa memória anseia voar, quantas vezes já com a indisfaçável nostalgia.daquela pequena-lágrima-no-canto-do-olho que a saudade teima em soltar
Mas o nosso blog é também presente. Espaço de opinião, de crítica, de indignação. Bandeira de homens que nasceram livres e livres querem continuar, neste tempo difícil em que vivemos.
E afinal somos também o futuro. A nossa Juventude Escória participa, exercita o estilo e a retórica. Defende pontos de vista e esgrime picardias. Exercita a liberdade!
Pena é serem poucos (mas são bons!).
Dito isto , ocorre-me porém, constatar que o nosso blogue é deficitário no plano documental, doutrinário e cultural.
Mais concretamente quero dizer o seguinte:
Muito do nosso passado comum está documentado (albuns fotográficos de acampamentos que assinalam momentos históricos da maior importância; actas do CJ; exemplares do jornal do CJ com artigos assinados por muitos de nós; fotografias avulsas, etc, etc.).
Suponho que parte significativa desse espólio documental esteja com o nosso Venerável Chefe Teodorias..
Sugeria pois que alguém com conhecimentos informáticos bastantes (o nosso Porco por exemplo, já que é ele o S.Pedro do blogue e por outro lado os chefes não trabalham) se encarregasse de editar esses materiais, num projecto gráfico simpático e amigável, , na certeza de que a participação e número de visitas aumentaria exponencialmente
(Estou certo que até teríamos elites a querer meter o bedelho!)
Pela minha parte, ,procurarei, periodicamente, (talvez em folhetins semanais) transcrever textos clássicos de literatura e de flosofia (de alcova claro!)que desenvolvam e exaltem os valores e princípios escórias.
Saudações Escórias
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
O ZÉ FAZ OU NÃO FAZ FALTA?
O nosso confrade escória-Xico publicou no seu blog "CHICOTADAS" um texto em que que nos procura convencer que o ZÉ afinal não faz falta nenhuma.
Ilusão do nosso querido confrade!
Talvez os ímpetos dos verdes anos que o atiram para o sonho, lá longe, num horizonte radioso e limpo, o impeçam de ver a realidade, aqui e agora, debaixo dos nossos pés, no meio do lodo e do esterco em que nos movemos.
Então o Zé não faz falta? Vejamos....
O dito ZÉ custa ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20.880,00 euros por mês.
É que o alter-ego e a actividade do embargador-mor deste pobre reino, é servida por uma corte de 11 súbditos, com as funções de assessores, técnicos, secretária, coordenador de gabinete, motorista pessoal, motorista para o gabinete e contínuo.
E não estamos a falar de funcionários públicos da CML. Estamos a falar de cidadões e cidadonas recrutados a recibo verde (contratos de prestação de serviços) pelo dito.
A saber:
-Alberto José de Castro Nunes - Assessor - 1.530 ,00 €
-Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária - 2.000.00 €
-António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor - 1.530,00 €
-Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor - 2.500,00 €
-Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor - 1.530,00 €
-Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira – Assessora - 2.500,00 €
-Maria José Nobre Marreiros - Assessora - 1.530 ,00 €
-Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete - 1.730,00 €
-Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário - 2.000,00 €
-Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora - 1.530,00 €
-Sílvia Cristóvão Claro - Assessora - 2.500,00 €
É este o staff de um vereador SEM PELOURO (imagine-se os que têm pelouro!).
Que idade terá esta gaiatada toda?
Qual será a formação, a experiência e o currículo profissional destes zézinhos e zézinhas?
Qual terá sido o critério de recrutamento?
Então o Zé faz ou não faz falta? Claro que sim. Pelo menos a estas 11 encomendas.
E depois, meu querido Porco-Sequeira , ainda te insurges contra as taxas camarárias!
Ilusão do nosso querido confrade!
Talvez os ímpetos dos verdes anos que o atiram para o sonho, lá longe, num horizonte radioso e limpo, o impeçam de ver a realidade, aqui e agora, debaixo dos nossos pés, no meio do lodo e do esterco em que nos movemos.
Então o Zé não faz falta? Vejamos....
O dito ZÉ custa ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20.880,00 euros por mês.
É que o alter-ego e a actividade do embargador-mor deste pobre reino, é servida por uma corte de 11 súbditos, com as funções de assessores, técnicos, secretária, coordenador de gabinete, motorista pessoal, motorista para o gabinete e contínuo.
E não estamos a falar de funcionários públicos da CML. Estamos a falar de cidadões e cidadonas recrutados a recibo verde (contratos de prestação de serviços) pelo dito.
A saber:
-Alberto José de Castro Nunes - Assessor - 1.530 ,00 €
-Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária - 2.000.00 €
-António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor - 1.530,00 €
-Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor - 2.500,00 €
-Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor - 1.530,00 €
-Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira – Assessora - 2.500,00 €
-Maria José Nobre Marreiros - Assessora - 1.530 ,00 €
-Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete - 1.730,00 €
-Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário - 2.000,00 €
-Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora - 1.530,00 €
-Sílvia Cristóvão Claro - Assessora - 2.500,00 €
É este o staff de um vereador SEM PELOURO (imagine-se os que têm pelouro!).
Que idade terá esta gaiatada toda?
Qual será a formação, a experiência e o currículo profissional destes zézinhos e zézinhas?
Qual terá sido o critério de recrutamento?
Então o Zé faz ou não faz falta? Claro que sim. Pelo menos a estas 11 encomendas.
E depois, meu querido Porco-Sequeira , ainda te insurges contra as taxas camarárias!
SÓCRATES O EMIGRANTE
José Sócrates regressou a Portugal.
Depois de 6 meses emigrado na Europa ao serviço da chancelaria alemã da senhora Merkel, o 1º Ministro José Sócrates regressou finalmente à pátria-mãe.
Para uns foi “barriga de aluguer”, para outros o “sargento” vagomestre.
Para outros ainda, um bonifrate irrequieto,manobrado pelo poder franco-alemão, um pinóquio sorridente papagueando ditames alheios..
Enfim… maldicências!
Para mim foi um emigrante…apenas e só um emigrante, igual a muitos outros.
E como a generalidade dos emigrantes portugueses, teve um desempenho exemplar, digno de justos e singelos encómios.
Os portugueses, têm esta curiosa particularidade de carácter. Duma maneira geral e salvo raras excepções, são relapsos na incompetência no laxismo e na manhosice quando trabalham na sua terra. Mas, uma vez inseridos em sociedades e economias superiores, com métodos de gestão evoluídos, devidamente controlados, reconhecidos e motivados, os trabalhadores portugueses, tornam-se verdadeiros exemplos de virtuosa abnegação e de assinalável espírito de sacrifício.
Há muitas décadas que esta é uma das mais singulares idiossincrasias da diáspora lusitana que cruza os cinco continentes em busca do pão que por cá lhe é negado.
Mas o que importa reter é que o incontornável engenheiro agora vai ter mesmo de pilotar o barco, sem alibis e sem derivas desculpantes!
Navegar…navegar sem ver terra, até 2009! Parece não haver volta a dar-lhe. É até vomitar as tripas!
Claro que o senhor primeiro ministro na sua impertinente facúndia, autista e triunfante, continuará a tecer loas à economia portuguesa.
A tal que continua a ser o carro-vassoura entre os 27 Estados-membros da UE.
A tal que de acordo com o insuspeito “The Economist”, nos tem hoje mais pobres do que nos tinha em 1995!
A tal que nos impõe o ordenado mínimo mais baixo da UE, mas que oferece ao governador do Banco de Portugal um ordenado superior àquele que aufere o governador do Banco Central Europeu e à maioria dos gestores das nossas empresas públicas, vencimento e alcavalas superiores à correspondente média europeia!
O Senhor primeiro ministro dando largas à sua imaginação pós-modernista e, em recorrentes ímpetos de um populismo despudorado e pacóvio, continuará a distribuir (com reportagem nos telejornais das oito!), uns quantos computadores a jovens de Borralheira de Orjais e de Curral da Burra Cimeiro.
Não obstante, somos e continuaremos a ser o Estado-membro com maiores taxas de insucesso escolar e de exclusão social, onde o futuro é emigrar para a Europa para ganhar a vida lado a lado com magrebinos, sul americanos e africanos (“Ei-los que partem velhos e novos! buscando a sorte noutras paragens…” ah! como se repetem nas frias e tristes madrugadas de hoje, os sonhos e as bandeiras de antanho!).
Onde se salta de reforma em reforma educativa, de manual em manual (grande negócio para umas quantas empresas privadas!).
Onde ninguém se entende.
Onde se perdeu a noção de autoridade e de disciplina e de trabalho.
Onde os alunos batem nos professores e os pais dos alunos fecham as escolas por não servirem lagosta ao almoço.
Onde (numa atitude de rara coerência!) se retiram os nomes dos santos às escolas.
Somos o Estado membro onde as mulheres que querem fazer abortos já não têm de ir a Espanha. Podem fazê-los em qualquer hospital público, integralmente pagos pelo orçamento do Estado. Quem tem de ir para Espanha, em nome do equilibrio orçamental, são as mulheres que desejam parir. E as que por cá ficam correm o sério risco de parir dentro de uma ambulância em movimento.
Somos o Estado membro onde na Justiça, se podem formar empresas numa hora (batendo com orgulho e algazarra todos os off-shores e paraísos financeiros que, pelo mundo fora servem o crime organizado) mas onde uma qualquer acção em tribunal aguarda em média 8 anos por uma decisão, se entretanto não prescrever.
Onde todas as semanas, políticos, magistrados, policias, repetem… renovam... reiteram...prometem… um combate sem tréguas à corrupção, mas onde não se prendem nem se julgam os corruptos e onde a pequena, a média, a grande corrupção, o tráfico de influências, o compadrio, a promiscuidade e o amiguismo cresce impune e escandalosamente nos meios autárquico, empresarial, politico, judicial e desportivo.
O senhor primeiro-ministro, nas suas iluminadas pulsões autoritárias e higienistas continuará paternalmente a “educar” os nossos hábitos e pecados e, a reprimir os nossos vícios de maneira a que todos possamos um dia morrer saudáveis .
Agora é o tabaco. Depois virá o sal, o açúcar, o sexo e sabe-se lá que mais!
Meus amigos: não tenham ilusões…até 2009 será assim!
Depois, esperemos que a história e a diáspora se cumpram e que a dignidade que resta a este pobre país adiado e maltratado, faça este senhor engenheiro Sócrates emigrar, não por seis meses mas por muitos e muitos anos, para um qualquer destino dourado longe, bem longe da Pátria.
Depois de 6 meses emigrado na Europa ao serviço da chancelaria alemã da senhora Merkel, o 1º Ministro José Sócrates regressou finalmente à pátria-mãe.
Para uns foi “barriga de aluguer”, para outros o “sargento” vagomestre.
Para outros ainda, um bonifrate irrequieto,manobrado pelo poder franco-alemão, um pinóquio sorridente papagueando ditames alheios..
Enfim… maldicências!
Para mim foi um emigrante…apenas e só um emigrante, igual a muitos outros.
E como a generalidade dos emigrantes portugueses, teve um desempenho exemplar, digno de justos e singelos encómios.
Os portugueses, têm esta curiosa particularidade de carácter. Duma maneira geral e salvo raras excepções, são relapsos na incompetência no laxismo e na manhosice quando trabalham na sua terra. Mas, uma vez inseridos em sociedades e economias superiores, com métodos de gestão evoluídos, devidamente controlados, reconhecidos e motivados, os trabalhadores portugueses, tornam-se verdadeiros exemplos de virtuosa abnegação e de assinalável espírito de sacrifício.
Há muitas décadas que esta é uma das mais singulares idiossincrasias da diáspora lusitana que cruza os cinco continentes em busca do pão que por cá lhe é negado.
Mas o que importa reter é que o incontornável engenheiro agora vai ter mesmo de pilotar o barco, sem alibis e sem derivas desculpantes!
Navegar…navegar sem ver terra, até 2009! Parece não haver volta a dar-lhe. É até vomitar as tripas!
Claro que o senhor primeiro ministro na sua impertinente facúndia, autista e triunfante, continuará a tecer loas à economia portuguesa.
A tal que continua a ser o carro-vassoura entre os 27 Estados-membros da UE.
A tal que de acordo com o insuspeito “The Economist”, nos tem hoje mais pobres do que nos tinha em 1995!
A tal que nos impõe o ordenado mínimo mais baixo da UE, mas que oferece ao governador do Banco de Portugal um ordenado superior àquele que aufere o governador do Banco Central Europeu e à maioria dos gestores das nossas empresas públicas, vencimento e alcavalas superiores à correspondente média europeia!
O Senhor primeiro ministro dando largas à sua imaginação pós-modernista e, em recorrentes ímpetos de um populismo despudorado e pacóvio, continuará a distribuir (com reportagem nos telejornais das oito!), uns quantos computadores a jovens de Borralheira de Orjais e de Curral da Burra Cimeiro.
Não obstante, somos e continuaremos a ser o Estado-membro com maiores taxas de insucesso escolar e de exclusão social, onde o futuro é emigrar para a Europa para ganhar a vida lado a lado com magrebinos, sul americanos e africanos (“Ei-los que partem velhos e novos! buscando a sorte noutras paragens…” ah! como se repetem nas frias e tristes madrugadas de hoje, os sonhos e as bandeiras de antanho!).
Onde se salta de reforma em reforma educativa, de manual em manual (grande negócio para umas quantas empresas privadas!).
Onde ninguém se entende.
Onde se perdeu a noção de autoridade e de disciplina e de trabalho.
Onde os alunos batem nos professores e os pais dos alunos fecham as escolas por não servirem lagosta ao almoço.
Onde (numa atitude de rara coerência!) se retiram os nomes dos santos às escolas.
Somos o Estado membro onde as mulheres que querem fazer abortos já não têm de ir a Espanha. Podem fazê-los em qualquer hospital público, integralmente pagos pelo orçamento do Estado. Quem tem de ir para Espanha, em nome do equilibrio orçamental, são as mulheres que desejam parir. E as que por cá ficam correm o sério risco de parir dentro de uma ambulância em movimento.
Somos o Estado membro onde na Justiça, se podem formar empresas numa hora (batendo com orgulho e algazarra todos os off-shores e paraísos financeiros que, pelo mundo fora servem o crime organizado) mas onde uma qualquer acção em tribunal aguarda em média 8 anos por uma decisão, se entretanto não prescrever.
Onde todas as semanas, políticos, magistrados, policias, repetem… renovam... reiteram...prometem… um combate sem tréguas à corrupção, mas onde não se prendem nem se julgam os corruptos e onde a pequena, a média, a grande corrupção, o tráfico de influências, o compadrio, a promiscuidade e o amiguismo cresce impune e escandalosamente nos meios autárquico, empresarial, politico, judicial e desportivo.
O senhor primeiro-ministro, nas suas iluminadas pulsões autoritárias e higienistas continuará paternalmente a “educar” os nossos hábitos e pecados e, a reprimir os nossos vícios de maneira a que todos possamos um dia morrer saudáveis .
Agora é o tabaco. Depois virá o sal, o açúcar, o sexo e sabe-se lá que mais!
Meus amigos: não tenham ilusões…até 2009 será assim!
Depois, esperemos que a história e a diáspora se cumpram e que a dignidade que resta a este pobre país adiado e maltratado, faça este senhor engenheiro Sócrates emigrar, não por seis meses mas por muitos e muitos anos, para um qualquer destino dourado longe, bem longe da Pátria.
domingo, 6 de janeiro de 2008
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
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