TUDO ACEITA E NADA MERECE

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Estes dois queriam ir-me ao c.


Não duvido que até sejam boas pessoas. Agora há coisas...
A primeira é a ideia peregrina de tirar os carros do Terreiro do Paço ao domingo. Um cidadão habitante de Lisboa - daqueles normais que não têm garagem no condomínio - passa a semana refém dos que, vindos da periferia, montados nos seus carrinhos, ocupam todos os lugares disponíveis. Basta necessitar de tirar o carro um bocado para perceber que já não o pode voltar a estacionar perto de casa. Tudo bem, usem-se os transportes públicos; é o que eu faço. Logo, ao fim-de-semana, quando essa malta está pacatamente nas "linhas" (Loures, Vila Franca, Cascais, Sintra e Margem Sul), os transportes públicos são mais raros ou inexistentes em certas linhas, o trânsito é mais fluido e não se polui tanto em engarrafamentos, é que nos impedem de circular de carro na totalidade da cidade. Somos duplamente reféns.
A segunda medida prende-se com o IMI.
Viver em Lisboa, capital do país, é um acto de coragem. A capitalidade só aporta desvantagens. São as manifs, as delegações, as embaixadas, os serviços públicos, as cimeiras, as tomadas de posse, as paradas gay, tudo a chatear o municipe. Se os tipos de trás-do-sol-posto querem ascender a vila ou cidade para onde é que vêm bloquear as ruas com as excursões almoçaristas? Para S.Bento, o que lixa logo a circulação no centro da cidade. A CGTP e a UGT manifestam-se onde? Em Lisboa. Etc...etc...etc...
Conclusão: o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) deveria ser tendencialmente zero, desde a segunda circular até ao rio, para compensar os que cá moram e atrair outros para a cidade. Ora estes dois queriam aumentá-lo para o máximo possível. Em vez de compensar, castigar.
O Costa porque a CML está tesa e a solução é aumentar impostos e criar taxas (sobre os mesmos) e o Zé (agora convenientemente calado (tacho, olha o penacho, tacho ó zé d'arriba; tacho, ai rapó tacho, de cima pra baixo de baixo pra riba)) porque provavelmente acha que qualquer modesto proprietário de um andar é um perigoso fascista.
Sai mangito! Por agora para estes (que são os que lá estão).

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Pedir Factura?

Não percebo nada de economia; nem de macro, nem de micro. A única relação com esta matéria vem da cadeira de História Económica; aqui vale o senso comum.

Com a campanha "peça factura" pretende o Estado arrecadar mais impostos.
Pergunto: a quem?
Se chamo um canalizador ou mando arranjar o carro numa oficinazeca e peço factura o que é que acontece?
Os tipos levam-me logo mais 21% do IVA.
Como vão ser obrigados a pagar IRS ou IRC acrescentam um xis devido a esse facto.
O estado obtém mais receita, mas à minha custa, porque os outros intervenientes têm a possibilidade de fazer reflectir esses custos no preço final.
O mesmo se passa nos restaurantes: mais pedidos de factura, mais cara a refeição. Se não imediatamente assim será num futuro próximo.
Isto porque qualquer empresário compõe os preços de venda em função dos custos onde os impostos estão incluídos.

Por isso eu - legítimo membro dos otários que pagam tudo - proclamo:
FACTURA? Não obrigado.

ODRINHAS


Lembram-se? Mil novecentos e quê? Falta a crónica.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

TAGUS


Já era consumidor da TAGUS, não sei bem porquê, talvez por ter apanhado uma daquelas promoções em que dão um copo. Acontece que fiquei a gostar. Ainda por cima, com o nome do rio da minha cidade. Com esta campanha www.orgulhohetero.com que deixou a bichanada em transe só a posso apreciar cada vez mais.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Cara escória Joana:

Antes de mais, duas achegas: senti-me lisonjeado pelas palavras que me dirigiu e pela importância que deu ao meu comentário; deixe-me esclarecer também que nada tenho contra a Mulher, latu sensu, muito menos contra a ala feminina da Escória, strictu sensu, até porque "filho de escória, escória o é", seja homem ou mulher (atente-se, "filho" e não cônjuge).

Dito isto, vou tentar (a mais não me sinto obrigado) explicar-lhe como isto funciona.

O MAE reúne-se em sessões ordinárias, extraordinárias e "conárias", segundo os seus estatutos.

As primeiras ocorrem mensalmente, as famosas "últimas sextas-feiras do mês", as quais, segundo consta, lhe causam alguma comichão. Nestas, a presença feminina está estrictamente (entenda-se estatutariamente) proibida.

As chamadas sessões extraordinárias, como o nome indica, surgem aquando de alguma efeméride ou de alguma ocasião excepcional que obrigue à reunião dos seus membros e, nas quais, a presença feminina está obviamente dependente de deliberação, havendo quórum para tal. Permita-me dizer que o MAE tem sido até bastante condescendente neste ponto, raramente deliberando em sentido negativo, caíndo, por conseguinte, em saco roto qualquer acusação de conservadorismo - pelo menos de conservadorismo naturalista, de índole metafísico-dogmática.
Isto para lhe mostrar que podemos dizer "não", mas explicamos o "porquê", apesar de nada nos obrigar a tal.

Last but not least, as sessões "conárias" (que inspiraram o "Kunami fresquinho" de uns felinos que por aí andam). Nestas sim, a presença feminina é pressuposto, caso o dia do Doutoramento de filha ou esposa coincida com uma sexta, a última do mês.
Como vê, somos uns mãos-largas e, se bem me lembro, a senhora sua mãe já teve o prazer de intervir numa destas sessões, preenchendo para tal os requisitos. Aliás, parece-me bastante elogioso para a Mulher a existência de tão exigentes condições.

Resta-me dar-lhe os melhores cumprimentos e um conselho de escória para escória: não deixe de estudar, já faltou mais!

Atentamente,

Chico

P.s: peço desculpa pela estemporâneadade do esclarecimento, mas só agora me foi possível dar a cuidada atenção que exigente tarefa merece.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Revisão do Estatuto da Juventude Escória

Em resposta ao meu caro amigo Chico
C/c: MAE em geral,

Chega pois a hora de fazer a minha primeira intervenção pública e oficial neste nobre blog (poiso e elo de ligação dos mui nobres membros do MAE), algo que farei procurando não ferir as sensibilidades dos seus membros nem afrontar a tradição e ordem estabelecidas.

Antes de mais, quero demonstrar os meus sinceros respeitos pelos seus membros e antecessores, e jurar de mão sobre o coração a minha total lealdade aos três princípios da Escória, assim como ao Princípio Supernovo, que considero de soberba relevância idiossincrática, uma vez que reafirma o indelével denodo Escória.

Após esta humilde demonstração de lealdade e compromisso, quero passar à fase seguinte desta minha intervenção, que consiste na defesa do meu “movimento insurrectivo legitimado por um post do nosso Porco”.

O motivo da insurreição, nada me custa acendrar: “Só quero ser membro de uma organização que não me aceite como membro”. Ao meu caro amigo Chico, que é estudante das leis e da sociedade, lanço o desafio de descobrir quem disse isso e o verdadeiro significado desse aparente paradoxo.

Aos restantes escórias: divirtam-se a vê-lo tentar.

Alego, para não me alongar muito mais, que a minha insurreição é justificada. A minha recusa em aceitar a ordem instituída é elevada não só pelo espírito da própria Escória (este é inegavelmente um apanágio Escória), como por toda a elite reivindicativa que de há anos a esta parte tem vindo a lutar pela igualdade de direitos entre os sexos em todos os momentos do evoluir social e organizacional. Esta reivindicação não é infundada, pois a importância de uma presença feminina foi percebida pelos próprios membros da Escória, dado que, se fossem assim tão avessos à referida presença, não teriam todos, sem excepção, prevaricado.

E para terminar, se o caríssimo amigo ainda não está convencido do elevadíssimo valor da mulher, olhe…

O senhor seu pai que lhe explique!

Cordiais e respeitosos cumprimentos insurrectos,

Joana, a eterna defensora da revisão do estatuto da juventude Escória, de modo a reconhecer juridicamente a existência, legal, da ala feminina.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

ENFIM...

Olá amigos
Para quem ainda não foi ao sitemeter informo que o blogue Escória, apesar de estar um bocadinho abandonado pelos nossos escribas, ultrapassou as 1000 visitas.
O José António Santos pediu-me que solicitasse à Escória uma heresia:
Um jantar duplamente complexo: ALARGADO às famílias e (pelo menos) com ele e a sua própria esposa.
Ou seja, não só alargado (o que já de si... enfim...) como contendo um elemento da elite.
Argumentou que sempre se manteve equidistante entre a elite e a escória, numa tentativa falaciosa de ultrapassar (pelo menos) um quesito importante.
Gostava de deixar à douta Assembleia Escória a chamada "batata quente".
Já agora poderíamos marcar o dito jantar (caso seja aceite (evidentemente)), para Fátima. Porque não? Aproveitávamos para consagrar a Escória à Virgem Maria ( o que acho que nunca foi feito).
Aguardam-se comentários.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Finalmente conseguiram

Era uma vez uma organização - aparentemente ao serviço de todos nós - onde todos os dirigentes, menos um, pertencem a uma determinada corporação. Até mesmo o chefe máximo. Melhor dizendo, todos os chefes máximos. Ora esse desalinhado, por acaso funcionário da empresa há muitos anos, até era uma espécie do "Cristiano Ronaldo da casa"; ou seja, era um dos melhores (ou o melhor) da europa no seu ofício, situação que provocava uma certa urticária nos seus pares, condenados às tristes figuras que se conhecem. Ora essa cáfila está de parabéns porque conseguiu o seu objectivo. Essa escrecência foi finalmente substituída; pelo menos é o que dizem os jornais. Meus senhores podem finalmente abrir as garrafitas de espumante.