
Não duvido que até sejam boas pessoas. Agora há coisas...
A primeira é a ideia peregrina de tirar os carros do Terreiro do Paço ao domingo. Um cidadão habitante de Lisboa - daqueles normais que não têm garagem no condomínio - passa a semana refém dos que, vindos da periferia, montados nos seus carrinhos, ocupam todos os lugares disponíveis. Basta necessitar de tirar o carro um bocado para perceber que já não o pode voltar a estacionar perto de casa. Tudo bem, usem-se os transportes públicos; é o que eu faço. Logo, ao fim-de-semana, quando essa malta está pacatamente nas "linhas" (Loures, Vila Franca, Cascais, Sintra e Margem Sul), os transportes públicos são mais raros ou inexistentes em certas linhas, o trânsito é mais fluido e não se polui tanto em engarrafamentos, é que nos impedem de circular de carro na totalidade da cidade. Somos duplamente reféns.
A segunda medida prende-se com o IMI.
Viver em Lisboa, capital do país, é um acto de coragem. A capitalidade só aporta desvantagens. São as manifs, as delegações, as embaixadas, os serviços públicos, as cimeiras, as tomadas de posse, as paradas gay, tudo a chatear o municipe. Se os tipos de trás-do-sol-posto querem ascender a vila ou cidade para onde é que vêm bloquear as ruas com as excursões almoçaristas? Para S.Bento, o que lixa logo a circulação no centro da cidade. A CGTP e a UGT manifestam-se onde? Em Lisboa. Etc...etc...etc...
Conclusão: o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) deveria ser tendencialmente zero, desde a segunda circular até ao rio, para compensar os que cá moram e atrair outros para a cidade. Ora estes dois queriam aumentá-lo para o máximo possível. Em vez de compensar, castigar.
O Costa porque a CML está tesa e a solução é aumentar impostos e criar taxas (sobre os mesmos) e o Zé (agora convenientemente calado (tacho, olha o penacho, tacho ó zé d'arriba; tacho, ai rapó tacho, de cima pra baixo de baixo pra riba)) porque provavelmente acha que qualquer modesto proprietário de um andar é um perigoso fascista.
Sai mangito! Por agora para estes (que são os que lá estão).
