TUDO ACEITA E NADA MERECE

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O irrealismo criminoso que grassa nas famílias portuguesas [foi vendido por criminosos (ainda à solta) e comprado por otários voluntários], ficou patente ontem, numa entrevista televisiva, a propósito das entradas na Universidade: Algures na zona do Porto, numa família, mais ou menos da classe média , uma jovenzita exultava com a “entrada” numa vaga de um curso de enfermagem. Ao lado a mãe, orgulhosa e babada, sentada no mítico sofá familiar, explicava que “uma etapa tinha sido vencida” e, com orgulho, previa o percurso até à formatura bolonhesa da menina. No entanto, avisada, fazia notar “que se tratava apenas de uma primeira etapa”; é que, frisava, “tinha uma filha mais velha que, concluído o mesmo curso de enfermagem, estava, há longo tempo, no desemprego, em busca de uma colocação como… enfermeira”. Palavras para quê? É uma família portuguesa, com certeza!! Além disso, a púbere da entrevista, sem o mínimo rebuço, proclamava aos quatro ventos que, uma vez findo o curso, só queria uma oportunidade “lá fora”, de preferência em Inglaterra, porque “isto por cá” já não dava nada. Cuidado minha linda, é que em Inglaterra, como enfermeira, ainda te arriscas a ter de limpar o chichi, o cocó, cozinhar e tratar do jardim. Ah… Ok… mas como é no estrangeiro, onde os vizinhos não nos podem ver e o pagamento é fixe, já não faz mal.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Coisas indecentes IV

Fiquei muito desiludido com Deus. Pensava (foi assim que aprendi) que Deus tinha criado o céu e a terra, mais as coisas visíveis e invisíveis, tendo descansado ao sétimo dia. Afinal criou foi uma "partícula" e tercializou-lhe o trabalho. Está explicada a tremenda quantidade de "bugs" que tem a obra criada. É que "quem quer faz, quem não quer manda".

Coisas indecentes III

O bastonário diz que há médicos a mais. Humm, traz água no bico. Então não é verdade que há muitos portugueses sem médico de família?

Coisas indecentes II

Um arquitecto ficou indignado (e com ele muita gente) por lhe oferecerem um salário de 500€. Espero bem que ele não aceite e opte pela atelier que lhe oferece muito mais. Assim os primeiros ficam a ver navios. Lol.

Coisas indecentes I

Acho bem que médicos e enfermeiros tentem tudo para defender os seus interesses, vulgo mais dinheiro ao fim do mês. Não fica bem é dizerem que é "para defender o Serviço Nacional de Saúde". Lutem se assim o entenderem mas poupem-nos à canção do ceguinho.

sábado, 16 de junho de 2012

D. Albino Mamede Cleto 1935-2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

+ Pingo Doce

Uma empresa privada remunera os seus trabalhadores como muito bem entende. Apenas é obrigada a cumprir os mínimos exigidos pela lei. Há quem ganhe mais e quem ganhe menos.Há regras que dependem de quem é dono da empresa. Neste caso concreto ( a exclusão do desconto de 50% a quem deliberadamente não quis ir trabalhar no 1º de Maio) a discriminação existe, está explicada, mas é positiva; ou seja, a Administração da Jerónimo Martins proporciona a quem se esforçou o prémio de poder usufruir de uma promoção destinada aos clientes; nada mais simples, nada mais correcto. O problema é outro: os sindicatos, organizações respeitáveis e necessárias à nossa sociedade, acham bem provocar os empresários, usando o seu direito à marcação de uma greve que salvaguardasse os trabalhadores que não quisessem trabalhar. Tudo bem. Só que não previram que essa empresa concreta pudesse retaliar usando as armas (positivas) que tem à sua disposição. Como faziam os putos, posso dar-te um pontapé mas se tu me deres outro isso já não vale. Não eram os sindicatos contrários às compras com 50% de desconto no 1º de Maio? Se fossem gente séria seriam esses trabalhadores grevistas que não quereriam usufruir desse desconto. Mamar nos dois carrinhos é muito bom, não é? Felizmente a Administração defendeu os que foram trabalhar. Se não, de futuro, se todos tivessem a mesma benesse, não valeria a pena o sacrificio.

sábado, 5 de maio de 2012

1º de Maio

Senhores evangelistas, do Bloco e da CGTP, confesso que pequei no último primeiro de Maio, trocando o consumo de bifanas e “mines” nas barraquinhas do relvado da Alameda – o verdadeiro “plus” da manif, nos tempos em que tudo o que era restaurante fechava nesse dia - por uma tarde de compras no Pingo Doce de Telheiras. É a vida. Não sendo propriamente um necessitado a quem sobre mês no fim do dinheiro (pelo menos neste momento), soube-me bem poder “stockar” algumas coisas, como cervejas, vinhos (normais e Porto’s), papel higiénico, detergentes, sabonetes, óleo, a metade do preço. A única coisa que me distinguiu de alguma turba, nomeadamente de “lelos”, foi o facto de ter mantido, no carrinho de compras, as embalagens vazias do que consumi no local, procedendo ao respectivo pagamento. Há que manter a dignidade moral, mesmo em situações de quase vale-tudo. Repito: Pequei mas não me arrependo, não peço perdão, nem faço de conta que não fui. E ainda mais: Se voltar a acontecer, seja nesta ou noutra cadeia de hipermercados, lá estarei. E só espero que isto atice a concorrência e possamos, em vez de 50%, obter, digamos, uma promoção do género, “compre 100€ e nós damos-lhe as compras, mais 20€”. A propósito disto o Ricardo Araújo Pereira, que, na minha modesta opinião, há muito perdeu a graça original dos anúncios do Montepio, criou uma rábula que circulou na “rede”. A parte a que achei mais piada foi a tirada genial do locutor: “Este espaço (de crítica humorística ao Pingo Doce) foi patrocinada pelo… Continente”. Como dizem os putos, lol.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012