Há quem o considere o maior.
Há quem o considere o pior.
Que venha o mafarrico e que escolha.
Com a habitual vénia que a sua evocação nos merece, eis um poema de quem sentiu na pele os efeitos da sua governação:
“Ora querem ver agora
O que à ideia me surgiu.
Apesar da Virgem ser virgem
A Virgem também pariu.
Ali, perto de Tondela,
Outra Santa igual a ela
Que foi Santa Comba Dão
Pariu ali num instante
O mais notável tratante
Que hoje é chefe da Nação.
Dizem que um tal Salazar*
Que anda lá pelas Finanças
Não gosta de contradanças
Nem do prazer de fornicar
Mas então se ele é impotente
E não tem pixota humana
Como é que tal sacana
Vai ao cú a tanta gente?
Faça lá o que ele quizer
Mas não tire ao povo, o bago
Agora o nosso Zé
Está fodido e mal pago”
* Vénia Escória, sff.
domingo, 30 de setembro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Portugal no seu melhor (I)
Uns senhores (que se dizem doctores e psicólogos) andam em luta acesa pelo que eles entendem ser uma ideia genial e necessária: distribuição de seringas nas prisões.
Se há coisas que me fazem espécie e não entendo, esta é uma delas.
Ora bem, que eu saiba (e sei,) é proibido consumo, tráfico (obviamente), enfim, é proibido haver droga nas cadeias (e podia ficar-me por aqui). Ou seja, vamos dar seringas aos presos, convidando-os a apontarem uma ao pescoço de um guarda, segurando a bandeira dos direitos dos reclusos e da higiene pública.
Mas compreende-se, dá muito mais trabalho controlar a entrada da droga num estabelecimento prisional (algo parecido com uma fortaleza, cercada por todos os lados, com homenzinhos de metrelhadora na mão...) e realmente, é bem mais fácil passar um atestado de burrice aos presos ( sendo que a maior parte está dentro por serem chicos-espertos) dizendo-lhes “vá, toma lá uma seringazita, mas não a utilizes, ok? Porque se te apanho com droga vamos ter problemas!”.
P.S: foi feita a experiência em questão no Estabelecimento Prisional de Lisboa e adivinhem qual foi o número bem redondinho de presos que aderiram...
Se há coisas que me fazem espécie e não entendo, esta é uma delas.
Ora bem, que eu saiba (e sei,) é proibido consumo, tráfico (obviamente), enfim, é proibido haver droga nas cadeias (e podia ficar-me por aqui). Ou seja, vamos dar seringas aos presos, convidando-os a apontarem uma ao pescoço de um guarda, segurando a bandeira dos direitos dos reclusos e da higiene pública.
Mas compreende-se, dá muito mais trabalho controlar a entrada da droga num estabelecimento prisional (algo parecido com uma fortaleza, cercada por todos os lados, com homenzinhos de metrelhadora na mão...) e realmente, é bem mais fácil passar um atestado de burrice aos presos ( sendo que a maior parte está dentro por serem chicos-espertos) dizendo-lhes “vá, toma lá uma seringazita, mas não a utilizes, ok? Porque se te apanho com droga vamos ter problemas!”.
P.S: foi feita a experiência em questão no Estabelecimento Prisional de Lisboa e adivinhem qual foi o número bem redondinho de presos que aderiram...
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
ANOS 70 ( I )
Nessa época eu, com os meus “quinzanitos”, já dava os primeiros passos no mundo do trabalho, mais precisamente na secção de sobrescritos da Papelaria Fernandes.
Todos conhecemos as histórias das partidas pregadas aos maçaricos, desde “ir buscar a marreta de amaciar borracha”, até “colar os rectângulozinhos nos cartões de 80 colunas, para serem reutilizados”, entre muitas outras, um pouco o equivalente à caça aos gambozinos que mimoseava os amedrontados putos na sua iniciação aos acampamentos.
Como não podia deixar de ser, também me vi envolvido numa cena dessas.
Toca a enquadrar a coisa: Os sobrescritos (basta abrir – planificar – um para perceber) têm um formato específico. São cortados por um molde de ferro, pesando cerca de 15 Kg (o cortante), através de uma máquina de pressão (o balancé). Ora esse cortante deve estar bem afiado para poder lacerar sem falhas a montanha de papel.
No meu primeiro dia de trabalho o “ti” Armando, como era conhecido, chamou-me para me dizer, com um ar muito sério, que uma das minhas funções como aprendiz era levar os cortantes a afiar “ao Beco das Olarias” e, a propósito, já ali tinha o primeiro.
Quando olhei para o monstro (era um dos modelos maiores e mais pesados) comecei a pensar que estava metido num bom sarilho. Enfim, alguém havia de me ajudar, pelo menos, a colocá-lo numa espécie de protecções de madeira que serviam para o transportar.
Nesse momento o chefe chamou-me para me mandar ir buscar qualquer coisa a outra secção e o assunto ficou em suspenso.
Quando voltei já passava do meio-dia e tanto o “ti” Armando como os outros já tinham ido almoçar. Que fazer? Bom, eu não era nenhum mariquinhas e, além disso – atenção - já tinha o quinto ano o que era, no conjunto daquela tropa, chefes e sub-chefes incluídos, o maior nível de habilitações da oficina. Lá arranjei uns apoios, umas cordas, umas capas de papel kraft impermeável para ser mais grosso e, ao fim de algum tempo, lá tinha o cortante devidamente protegido e embalado.
A odisseia seguinte foi conseguir rolá-lo (um cortante tinha, mais ou menos, o formato de um quadrado) durante a centena de metros que separava o pátio das oficinas da paragem do 25, em pleno Largo do Rato. O próprio porteiro, meio aparvalhado, apenas sorriu quando lhe disse que cumpria ordens do “ti” Armando.
Felizmente um grupo de guarda-freios, que estava à sombra das frondosas árvores que ornamentavam o Rato nessa época, ajudou-me a elevar a bisarma até à plataforma da frente do eléctrico. A suar que nem uma besta lá segui até ao Martim Moniz a troco do bilhetinho azul de quinze tostões, bem guardadinho no bolso para mais tarde prestar contas.
Uma vez no Martim Moniz lá foi o resto do “calvário”: Rodar o trambolho Calçada dos Cavaleiros acima, virar à esquerda, ultrapassar umas escadinhas de que a zona é fértil e descobrir, num canto a Serralharia Mecânica das Olarias.
Ainda meio curvado e completamente encharcado de suor ouvi o dono da oficina proclamar um rotundo “Eh cumcaralho estás fodido, que os gajos andam todos à tua procura, já ligaram para cá e tudo. Isso era uma partida para tu te borrares todo e começares a suplicar, com a malta toda a rir. Essas merdas vêm numa carrinha, juntamente com as lâminas de guilhotina”.
Que se foda, pensei, cumpri as ordens que me deram e o resto é conversa.
Pelo sim pelo não, na expectativa de não me pagarem o bilhete, regressei a penates. Preferi passar pela Barros Queirós e, para retemperar forças, emborcar um peppermint fresquinho na Ginginha Rubi.
Quando cheguei o ambiente, apesar do meu receio, era de admiração e de festa. Quem tinha “levado na carola” do chefe, para não ser esperto, era o “ti” Armando. No final, na minha faceta de mini-intelectual em formação e para a glória ser completa, ainda os brindei com a treta de ter sido aquela merda da história da “carta a Garcia” a mentora da minha façanha.
Uma das coisas que me maravilhava nessa oficina era, como não podia deixar de ser, a cagadeira.
Uma coisa como deve ser, quadrada, rentinha ao chão e com uns pequenos ressaltos laterais que permitiam uma perfeita aderência, quer das botas, no Inverno, quer de umas sapatilhas de lona, que mais tarde se vieram a chamar ténis, no tempo quente.
Um gajo cagava acocorado, posição ideal para que a defecação saísse na totalidade. A merda fazia dois sons distintos – lembro-me como se fosse hoje – “paff”, quando batia no ligeiro plano inclinado de louça ou “ploc” quando acertava no buraco perfeitamente centrado dessa peça maravilhosamente fabricada na “Sacavém” – não havia essas paneleirices da “roca” ou do “mantovani” – palavra mágica que aparecia, a azul (uma diagonal perfeita), num dos rebordos que, há muitos anos, já tinham sido brancos.
Uma e outra situação tinham as suas “nuances” escatolófilas: No primeiro caso soltavam-se uns ligeiros vapores perfumados, mais perceptíveis no frio do Inverno. No segundo eram as gotas de água (só água?) que, ao ressaltarem sob o impacto do cagalhão, vinham refrescar o cú assado pelos calores do Estio.
Fica a solene homenagem Escória a essa grande fábrica, infelizmente já substituída por um condomínio fechado (As voltas que o Maior Português de Sempre deve dar na campa rasa de Santa Comba), que parece – dizem, que eu não sei nada dessas coisas – serve de poiso a uma data de directores de finanças da zona (porque será?) e que proporcionou, durante anos e anos, a milhões de compatriotas, cagadeiras para aliviar a tripa, mijadeiras para mudar a água às azeitonas e bidés para lavar as partes.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
D. CARLINHOS II
Era cliente habitual do Egas Moniz. Volta e meia, tumba, já lá estava caído. As razões não interessam porque não são elas as heroínas desta sublime aventura.
O início da coisa ainda está um pouco nebuloso, até porque, não havendo testemunhas credíveis, teremos de fazer fé no relato dos protagonistas.
Início em registo de comédia:
Uma bela noite, após a rotina normal de fim de jornada num grande Hospital Público, o nosso herói, acolitado por um espécime típico da zona da Boa-Hora / Ajuda, na tentativa de fornecer alguma distracção ao passar lento das horas precedentes do madrugador presenciar do rego das mamas da enfermeira que lhe viria mudar o frasco de soro, resolve organizar um grandioso concurso de peidos.
Ei-los que saem, trombeteantes uns, apenas ligeiramente sibilantes, outros. Volta e meia, tal como nas largadas de fogo-de-artifício, um ou mais morteiros estralejantes rompiam o silêncio da noite; o pianno, mezzopianno e o fortíssimo sucediam-se numa brilhante sinfonia a que não faltavam requintes pituitários motivados pelo lançamento de uma ou outra viúva que, por nítida falta de voz, apenas podia marcar presença pelas microscópicas gotículas de vapores de merda, emitidas para a atmosfera.
A festa só parava quando a puta da enfermeira espanhola, alertada pelas manifestações genuínas de felicidade escatolófila destes Portugueses dos quatro costados, aparecia, rosnando o aviso maléfico: “Poñam-se a pau que Su Alteza el príncipe tambien se lhama Filipe, tal como los otros que vos fueram à la peida, y a quatrocientos e tal años.”
Passado o arrepio a fiesta continuava, imune à turba adjacente, alguns mais para lá do que para cá, até ao previsível esgotamento dos gasómetros tripais, num aparente empate técnico, muito ao gosto dos nobres espíritos para quem a “saudável competição é o único mote de qualquer desporto de cavalheiros”.
Não fora o que adiante se transcreve, directamente dos autos oficiais, e pouco mais haveria a dizer…
No entanto…
Eis senão quando, pouco antes do clímax peidoral, em que as girândolas se sucedem a um ritmo avassalador, uma carcaça humana, postada e prostrada na cama em frente aos dois valorosos competidores, resolve, num gesto temerário, entrar no combate.
Dado o estado lastimável da canalização, a que não faltava um esfíncter completamente poroso e encarquilhado, o primeiro tiro transforma-se numa abominável torrente de merda. Ele era no pijama, nos lençóis, desde as fracas canelas até ao queixo tremente que a ausência dos dentes, esses sim, a descansar num copo de água, devidamente estacionado na mesinha de cabeceira, fazia sobressair. Enfim, uma completa desgraça que fez os nossos amigos estremecerem de pânico: “Se esse monte de merda chama a puta, estamos fodidos.”
Se eles o pensaram, melhor o outro o fez; agarrado à campainha, como um náufrago se acolhe ao destroço flutuante, não descansou enquanto a enorme figura da megera não assomou às portas batentes do serviço.
Ainda restava a esperança que, num assomo de dignidade, a pústula humana assumisse a culpa plena. Mas não, com o esquálido dedo espetado, digno de um Mr. Scrogge, esparramou a denúncia pidesca (ou DRENiana, segundo os novos cânones) sobre os valentes desportistas.
Final em drama:
La putéfia, em vez de, com caridade cristã, lavar e vestir o acamado, num gesto de vingança atroz, pega na panóplia de roupas completamente defecadas e dejectadas e coloca-as aos pés dos dois indefesos cidadãos, quais priores do Crato, humilhados sob os canhões de Olivares
Depois disto, só resta o desabafo: Viva Camões! Abaixo Cervantes!
O início da coisa ainda está um pouco nebuloso, até porque, não havendo testemunhas credíveis, teremos de fazer fé no relato dos protagonistas.
Início em registo de comédia:
Uma bela noite, após a rotina normal de fim de jornada num grande Hospital Público, o nosso herói, acolitado por um espécime típico da zona da Boa-Hora / Ajuda, na tentativa de fornecer alguma distracção ao passar lento das horas precedentes do madrugador presenciar do rego das mamas da enfermeira que lhe viria mudar o frasco de soro, resolve organizar um grandioso concurso de peidos.
Ei-los que saem, trombeteantes uns, apenas ligeiramente sibilantes, outros. Volta e meia, tal como nas largadas de fogo-de-artifício, um ou mais morteiros estralejantes rompiam o silêncio da noite; o pianno, mezzopianno e o fortíssimo sucediam-se numa brilhante sinfonia a que não faltavam requintes pituitários motivados pelo lançamento de uma ou outra viúva que, por nítida falta de voz, apenas podia marcar presença pelas microscópicas gotículas de vapores de merda, emitidas para a atmosfera.
A festa só parava quando a puta da enfermeira espanhola, alertada pelas manifestações genuínas de felicidade escatolófila destes Portugueses dos quatro costados, aparecia, rosnando o aviso maléfico: “Poñam-se a pau que Su Alteza el príncipe tambien se lhama Filipe, tal como los otros que vos fueram à la peida, y a quatrocientos e tal años.”
Passado o arrepio a fiesta continuava, imune à turba adjacente, alguns mais para lá do que para cá, até ao previsível esgotamento dos gasómetros tripais, num aparente empate técnico, muito ao gosto dos nobres espíritos para quem a “saudável competição é o único mote de qualquer desporto de cavalheiros”.
Não fora o que adiante se transcreve, directamente dos autos oficiais, e pouco mais haveria a dizer…
No entanto…
Eis senão quando, pouco antes do clímax peidoral, em que as girândolas se sucedem a um ritmo avassalador, uma carcaça humana, postada e prostrada na cama em frente aos dois valorosos competidores, resolve, num gesto temerário, entrar no combate.
Dado o estado lastimável da canalização, a que não faltava um esfíncter completamente poroso e encarquilhado, o primeiro tiro transforma-se numa abominável torrente de merda. Ele era no pijama, nos lençóis, desde as fracas canelas até ao queixo tremente que a ausência dos dentes, esses sim, a descansar num copo de água, devidamente estacionado na mesinha de cabeceira, fazia sobressair. Enfim, uma completa desgraça que fez os nossos amigos estremecerem de pânico: “Se esse monte de merda chama a puta, estamos fodidos.”
Se eles o pensaram, melhor o outro o fez; agarrado à campainha, como um náufrago se acolhe ao destroço flutuante, não descansou enquanto a enorme figura da megera não assomou às portas batentes do serviço.
Ainda restava a esperança que, num assomo de dignidade, a pústula humana assumisse a culpa plena. Mas não, com o esquálido dedo espetado, digno de um Mr. Scrogge, esparramou a denúncia pidesca (ou DRENiana, segundo os novos cânones) sobre os valentes desportistas.
Final em drama:
La putéfia, em vez de, com caridade cristã, lavar e vestir o acamado, num gesto de vingança atroz, pega na panóplia de roupas completamente defecadas e dejectadas e coloca-as aos pés dos dois indefesos cidadãos, quais priores do Crato, humilhados sob os canhões de Olivares
Depois disto, só resta o desabafo: Viva Camões! Abaixo Cervantes!
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Verão
Notícia pela manhã: um grande incêndio (mais de 500ha a arder) na zona de Mértola. Os prometidos grandes meios aéreos (desta vez, segundo o-que-era-ministro-e-agora-é-o-primeiro-da-lista-de-que-o-dr.Mega-é-último, é que era à séria) chegaram tarde. Dificuldades de um governo "power point". Azar. Pensavam que o verãozito chuvoso ía durar até ao dia 15.
Declaração (disclaimer):
Estou a dizer mal do governo baixinho e na minha casa, portanto... com autorização.
domingo, 1 de julho de 2007
Liberdade
O Prof. Balbino Caldeira foi constituído arguido. Podemos eventualmente discordar da falta de tacto ao continuar a remexer na merda, a partir do momento em que o assunto "caíu" e, tendo ficado nítido que a licenciatura em questão era uma espécie de prémio da farinha Amparo, não valia a pena estar a provocar aquela piedade popular consubstanciada no "já chega". Agora é que vamos ver o quilate daqueles que avidamente seguiam o Portugal Profundo. Alguns, como é timbre neste "paízito" já começaram a olhar para o lado e a saltar do combóio. A ver vamos...
quinta-feira, 28 de junho de 2007
lol
Confesso - todos temos a nossa pequena perversão - que esta novela da disputa entre o Comendador B versus o último-integrante-da-lista-do-dr.Costa, me tem proporcionado momentos de indizível gáudio, ao imaginar a azia matinal do pedante "cultural" Mega, que sonhou ser Giga ou Tera, mas que não passa de um minúsculo bit. O nosso querido Chico ensinou-me a expressão "lol" do "internetês". Aqui vai um sonante "lollollollollollol".
segunda-feira, 18 de junho de 2007
a afirmação da cultura escória num mundo globalizado
textos como D.CARLINHOS I e PARA QUÊ GUARDAR LIVROS? são páginas vibrantes de cultura escória que mantêm vivo o ancestral grito libertador que num movimento perpétuo para sempre ecoa nos graniticos desfiladeiros do Gerês e do Soajo!
Estão pois de parabéns os seus criadores, lídimos escórias de primeireissima água, que contudo não nos surpreendem pois outra coisa não seria de esperar.
Tratam-se de 2 textos belissimos onde o hiperealismo escatológico nos transporta a ambiências verdadeiramente arrebatadores.
Páginas vivas em que as próprias palavras fedem a odores estonteantes e nos transportam a um limbo de magia.
Continuem pois a deliciar-nos com os vossos mimos literários que nós certamente não merecemos mas sofregamente aceitamos.
Estão pois de parabéns os seus criadores, lídimos escórias de primeireissima água, que contudo não nos surpreendem pois outra coisa não seria de esperar.
Tratam-se de 2 textos belissimos onde o hiperealismo escatológico nos transporta a ambiências verdadeiramente arrebatadores.
Páginas vivas em que as próprias palavras fedem a odores estonteantes e nos transportam a um limbo de magia.
Continuem pois a deliciar-nos com os vossos mimos literários que nós certamente não merecemos mas sofregamente aceitamos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
